Com as temperaturas cada vez mais elevadas, o uso do ar-condicionado deixou de ser um luxo e passou a integrar a rotina de casas, escritórios e comércios. No entanto, a busca por ambientes mais frescos pode pesar no bolso quando o equipamento é utilizado de forma inadequada. Definir a temperatura correta é um dos principais fatores para equilibrar conforto térmico e eficiência energética.
A ideia de que “quanto mais frio, melhor” não encontra respaldo técnico. Pelo contrário: ajustes extremos fazem o aparelho trabalhar além do necessário, elevam o consumo de energia elétrica e aceleram o desgaste dos componentes.
Qual é a temperatura ideal para economizar energia?
De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a temperatura ideal do ar-condicionado deve ficar entre 23 °C e 26 °C. Essa faixa é considerada suficiente para garantir bem-estar térmico sem exigir esforço excessivo do equipamento.
Manter o aparelho dentro desse intervalo reduz a sobrecarga do compressor, diminui picos de consumo e contribui para uma conta de luz mais equilibrada ao final do mês. Temperaturas muito baixas, como 18 °C ou menos, além de elevarem o gasto energético, podem causar desconforto físico, como ressecamento das vias respiratórias e sensação excessiva de frio.
Especialistas destacam que a faixa entre 23 °C e 25 °C costuma ser a mais eficiente para a maioria dos ambientes, conciliando conforto e economia.
Por que temperaturas muito baixas aumentam o consumo?
Quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a programada no aparelho, mais energia o ar-condicionado precisa consumir para retirar o calor do ambiente. Isso significa funcionamento contínuo, maior desgaste do sistema e menor eficiência ao longo do tempo.
Além do impacto financeiro, o uso exagerado do frio artificial pode afetar a saúde e reduzir a vida útil do equipamento.
Hábitos simples que ajudam a gastar menos
A temperatura correta é apenas parte da solução. Algumas práticas complementares fazem diferença no consumo diário de energia:
- Isolamento térmico: manter portas e janelas fechadas e utilizar cortinas ou persianas reduz a entrada de calor externo;
- Evitar sol direto: ambientes com alta incidência solar exigem mais do aparelho. Sempre que possível, reduza a exposição direta ao sol;
- Manutenção regular: filtros limpos garantem melhor circulação do ar e menor esforço do motor;
- Uso de ventiladores: ajudam a distribuir o ar frio de forma mais uniforme, permitindo temperaturas menos agressivas no controle do aparelho.
Ajuste de acordo com o ambiente
Cada espaço possui características próprias, como tamanho, número de pessoas e ventilação natural. Por isso, a faixa recomendada funciona como referência e pode ser ajustada levemente conforme a necessidade, sem recorrer a temperaturas extremas.
O mais importante é evitar programações muito baixas, que elevam o consumo sem oferecer ganhos reais de conforto. Pequenas mudanças de hábito podem representar economia significativa ao longo do ano, especialmente nos períodos de calor intenso.
Ao adotar uma temperatura adequada e boas práticas de uso, o consumidor garante um ambiente agradável, reduz gastos com energia e contribui para um consumo mais consciente.
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