A Terra entrou em estado de alerta para a ocorrência de tempestades solares de intensidade moderada (classe G2), previstas para atingir o planeta entre quinta-feira (19) e sábado (21). O fenômeno foi divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos.
O alerta ocorre após erupções solares que lançaram ejeções de massa coronal (EMC) em direção à Terra — grandes nuvens de partículas carregadas que podem interagir com o campo magnético do planeta. Há ainda a possibilidade de que a intensidade aumente e atinja nível G3, considerado forte.
O que pode acontecer durante a tempestade solar
Apesar de não representar risco direto à população, o fenômeno pode provocar impactos tecnológicos importantes. Veja os principais efeitos esperados:
- Satélites: risco de sobrecarga e falhas operacionais
- Comunicações: interferências em sinais de rádio
- Redes elétricas: possíveis oscilações em regiões de alta latitude
- Astronautas: restrição de atividades externas na Estação Espacial Internacional
- Auroras boreais: intensificação do fenômeno em áreas próximas aos polos
Entenda o que é a ejeção de massa coronal
A ejeção de massa coronal é resultado de explosões solares que liberam grandes quantidades de plasma e campos magnéticos no espaço. Quando direcionadas à Terra, essas partículas podem causar distúrbios geomagnéticos.
No último dia 16, uma erupção solar de classe M2,7 foi registrada — considerada de intensidade moderada, mas suficiente para gerar as EMCs que agora se aproximam do planeta.
Classificação das erupções solares
As erupções solares são divididas em categorias conforme sua intensidade:
- Classe X: as mais fortes, com potencial de causar grandes impactos tecnológicos
- Classe M: intensidade média, com efeitos moderados
- Classe C: pequenas, com pouca influência na Terra
- Classe B e A: muito fracas, praticamente sem efeitos
Níveis de tempestade geomagnética
As tempestades solares também são classificadas de G1 a G5:
- G1: fraca
- G2: moderada (nível atual previsto)
- G3: forte
- G4: severa
- G5: extrema
Por que isso acontece
As erupções solares fazem parte do ciclo natural do Sol, que dura cerca de 11 anos. Durante esse período, o campo magnético da estrela se intensifica e se reorganiza, aumentando a frequência de eventos como manchas solares e explosões.
Embora sejam comuns, sequências de erupções mais intensas em curto intervalo são menos frequentes — o que justifica o monitoramento constante por agências espaciais.
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