A busca por uma vida longa e saudável está longe de envolver fórmulas milagrosas. Enquanto filmes exploram a ideia de uma fonte da juventude, a ciência aponta caminhos mais simples e acessíveis. Um deles pode estar diariamente no prato do brasileiro: o feijão.
Pesquisas recentes reforçam que o consumo regular da leguminosa está diretamente associado ao aumento da expectativa de vida e à melhoria da qualidade da alimentação. O destaque vem de estudos conduzidos por especialistas em longevidade e nutrição, que analisam hábitos alimentares de populações mais longevas do mundo.
O que dizem os estudos sobre o feijão e a longevidade
De acordo com Dan Buettner, pesquisador da National Geographic e referência mundial em estudos sobre longevidade, o feijão é considerado o “alimento número um para a longevidade”. Segundo ele, o consumo diário de uma xícara de feijão cozido pode estar associado a até quatro anos a mais de expectativa de vida.
O benefício está relacionado à composição nutricional do alimento, que reúne carboidratos complexos, fibras e proteínas vegetais de alta qualidade. Esses nutrientes contribuem para a saúde intestinal, o controle do colesterol e o bom funcionamento do metabolismo.
Recomendações oficiais reforçam o consumo
O protagonismo do feijão não se limita ao discurso de pesquisadores. As diretrizes alimentares dos Estados Unidos para o período de 2025 a 2030 recomendam o consumo regular de leguminosas, como feijões, lentilhas e grão-de-bico. A orientação é de duas e meia a três xícaras por semana como parte de uma dieta saudável e sustentável.
A recomendação segue a tendência de redução do consumo de alimentos ultraprocessados e do excesso de açúcar, priorizando alimentos naturais e de baixo custo.
Evidências científicas recentes
Um estudo publicado em 2024 na revista científica Maturitas mostrou que o consumo diário de feijões melhora significativamente a qualidade da alimentação em adultos de diferentes faixas etárias. Os pesquisadores observaram aumento na ingestão de nutrientes considerados deficitários na dieta moderna, como magnésio, ferro e folato.
Além disso, os feijões são apontados como uma das principais fontes de proteína vegetal, funcionando como alternativa ao consumo frequente de carnes vermelhas, associadas a riscos cardiovasculares quando ingeridas em excesso.
Variedades e benefícios para a saúde
Especialistas destacam que diferentes tipos de leguminosas oferecem benefícios semelhantes. Entre as mais citadas estão:
- Feijão-preto
- Feijão-vermelho
- Lentilha
- Grão-de-bico
- Soja
Esses alimentos são associados à melhora da saúde cardiovascular, ao controle glicêmico e à redução do risco de doenças metabólicas.
Atenção à adaptação do organismo
Nutricionistas alertam que pessoas que não têm o hábito de consumir feijão regularmente podem apresentar desconfortos intestinais, como gases. A orientação é introduzir o alimento gradualmente na rotina alimentar, permitindo que o organismo se adapte ao aumento de fibras.
Simples, acessível e tradicional, o feijão se consolida como um dos principais aliados de uma alimentação equilibrada e de uma vida mais longa, reforçando que a ciência, muitas vezes, confirma a sabedoria presente à mesa do dia a dia.
FIQUE BEM INFORMADO:
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe: