Greve no Hospital Materno-Infantil de Criciúma começa por atraso de direitos trabalhistas

SindSaúde aponta falta de diálogo do Instituto Ideas e cobra fiscalização do governo de Santa Catarina

José Demathé

Publicado em: 5 de fevereiro de 2026

5 min.

Greve no Hospital Materno-Infantil de Criciúma começa por atraso de direitos trabalhistas Foto: Manuela Oliveira / Rádio Cidade em Dia

Os trabalhadores do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma, iniciaram uma greve nesta quinta-feira (05), motivados por uma série de irregularidades trabalhistas. A paralisação foi confirmada pelo presidente do SindSaúde, Cléber Ricardo da Silva Cândido, durante entrevista concedida à Rádio Cidade em Dia, diretamente da unidade hospitalar.

De acordo com o sindicato, a decisão pela greve ocorreu após sucessivos problemas envolvendo o pagamento de direitos básicos dos funcionários, sem retorno efetivo por parte da administração do hospital ou do governo estadual.

Principais motivos da paralisação

Segundo Cléber Ricardo, os trabalhadores acumulam prejuízos financeiros há meses. Entre as principais reivindicações estão:

  • Atraso no pagamento do complemento salarial;
  • Falta de depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • Valores descontados de empréstimos consignados que não foram repassados às instituições financeiras, resultando na negativação de trabalhadores;
  • Não pagamento de vale-alimentação e vale-transporte;
  • Férias concedidas sem o pagamento correto previsto em lei.

“São várias pautas que se acumulam e culminaram na paralisação do serviço”, afirmou o presidente do SindSaúde.

Falta de resposta do Instituto Ideas e do governo

O hospital é administrado pelo Instituto Ideas, que, segundo o sindicato, foi oficialmente notificado, mas não apresentou resposta até o momento. Em relação ao governo de Santa Catarina, Cléber Ricardo afirmou que as manifestações ocorreram apenas por meio da imprensa.

“O governo diz que fez os repasses e transfere a responsabilidade para o Ideas. Mas entendemos que o Estado tem o dever de fiscalizar e cobrar, já que é quem paga”, destacou.

Como ficam os atendimentos no hospital

A paralisação atinge principalmente o setor de enfermagem, que concentra o atendimento direto à população. No entanto, os serviços essenciais seguem funcionando de forma parcial.

De acordo com o SindSaúde:

  • A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) opera com 100% da capacidade;
  • Pronto-socorro, centro obstétrico e demais setores funcionam com pelo menos 50% das equipes, garantindo atendimentos de urgência e emergência.

Mesmo com a greve, o fluxo de pessoas no hospital permanece intenso, com circulação estimada entre 50 e 60 pessoas no local durante a manhã.

Greve por tempo indeterminado

O SindSaúde afirma que a paralisação é por tempo indeterminado e só será suspensa mediante diálogo e acordo que assegurem o cumprimento dos direitos trabalhistas.

“A gente espera uma solução definitiva, para que os trabalhadores não continuem sendo lesados como estão sendo”, reforçou Cléber Ricardo.

A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial do Instituto Ideas e do governo do Estado de Santa Catarina.


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