Moradores do bairro Vila Rica, em Criciúma, cobram a construção de uma nova ponte de alvenaria para substituir a atual estrutura de madeira localizada na Rua Ariovaldo Machado. A ponte, que passa sobre o Rio das Antas, apresenta avançado estado de deterioração e é utilizada diariamente por pedestres, crianças, motoristas e até veículos de aplicativo.
A situação foi relatada pelo morador Fábio Vicente Teixeira, que vive há mais de 40 anos na região. Segundo ele, apesar de intervenções anteriores no curso do rio, a ponte nunca recebeu uma estrutura definitiva em concreto. “Sempre foi de madeira. Já desviaram o rio, fizeram uma base, mas nunca concluíram com alvenaria. Hoje, o estado é crítico”, afirmou.
Estrutura antiga e risco constante
De acordo com os moradores, a ponte não possui cabeceiras laterais nem proteção adequada, o que aumenta o risco de acidentes, principalmente à noite e em dias de chuva. A iluminação no local é precária e, quando o nível do rio sobe, a água chega a invadir a via de acesso.
A ponte liga a Rua Ariovaldo Machado à Rua Antônio da Silva e fica nos fundos do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), o que gera intenso fluxo de pessoas. “Aqui passa de tudo: carros, crianças, animais. É um acesso importante do bairro”, relatou Fábio.
Promessa de obra e preocupação com o prazo
Segundo o morador, a associação de moradores já buscou informações junto ao poder público. A previsão repassada pelo presidente do bairro é de que a obra esteja incluída em um processo de licitação, que deve ocorrer nos próximos meses, com recursos do município e do Estado.
Mesmo assim, a comunidade teme que acidentes ocorram antes do início das obras. “Até sair a licitação e começar a construção, alguém pode cair aqui. A ponte, pelas condições, já deveria estar interditada”, alertou.
Apelos já chegaram à prefeitura
Moradores também afirmam que vereadores e representantes da prefeitura já foram procurados e reconhecem a necessidade da obra. No entanto, enquanto aguardam a solução definitiva, quem passa pelo local convive diariamente com o medo.
Motoristas de aplicativo, que utilizam a ponte como rota de acesso, também demonstram preocupação com a segurança. “À noite, com chuva, não dá para enxergar nada. O risco é muito grande”, completou Fábio, que trabalha como motorista de aplicativo e utiliza a via todos os dias.
Além da nova ponte, os moradores também pedem a dragagem do Rio das Antas, que estaria assoreado e contribuindo para alagamentos frequentes na região.
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