O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra seis homens acusados de integrar uma associação criminosa responsável por uma série de crimes violentos registrados no último dia 29, em Forquilhinha, no Sul do Estado. A atuação do grupo teve desdobramentos também nos municípios de Criciúma e Palhoça.
De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Forquilhinha, os investigados teriam agido de forma organizada e armada ao longo de uma mesma noite, praticando crimes como sequestro, roubo majorado, extorsão, tentativa de estelionato eletrônico, porte ilegal de arma de fogo, desobediência, direção perigosa e associação para o crime. O Ministério Público requer a condenação dos seis réus por todos esses delitos.
Invasões a residências e restrição de liberdade
Segundo o MPSC, os crimes tiveram início no começo da noite, quando o grupo invadiu residências no bairro Ouro Negro, em Forquilhinha. Utilizando armas de fogo, os suspeitos renderam as vítimas, que foram amarradas e mantidas sob grave ameaça, com restrição de liberdade.
Durante a ação, os criminosos teriam subtraído bens de alto valor, como veículos, dinheiro, joias, relógios e outros objetos. Em um dos casos, uma vítima foi obrigada a ligar para dois parentes que moravam nas proximidades, atraindo-os até o local, onde também foram rendidos e tiveram suas casas roubadas.
Extorsões e crimes financeiros
Ainda conforme a denúncia, as vítimas foram coagidas a realizar transferências bancárias, contratar operações de crédito e tentar empréstimos eletrônicos, sempre sob ameaça. Parte das transações foi concluída, enquanto outras não se concretizaram por fatores alheios à vontade dos acusados, caracterizando a tentativa de estelionato.
O grupo também teria estendido a ação criminosa a uma oficina mecânica próxima, onde outras pessoas foram rendidas e mantidas sob vigilância armada. Entre as vítimas estava uma pessoa idosa, circunstância que agrava as penas previstas em lei.
Fuga, sequestro e perseguição policial
Após os crimes, os denunciados fugiram utilizando os veículos roubados. Durante a fuga, em Criciúma, parte do grupo teria sequestrado um motorista de aplicativo, obrigando-o, sob ameaça de arma de fogo, a conduzir o veículo enquanto transportava os criminosos.
Outro veículo utilizado pelo grupo foi interceptado em Tubarão, onde alguns dos suspeitos acabaram presos. Já os demais continuaram a fuga com o motorista sequestrado, desobedecendo ordem de parada policial e dirigindo de forma extremamente perigosa, colocando terceiros em risco. A abordagem final ocorreu em Palhoça, após a adoção de medidas para conter a fuga.
Pedido de indenização às vítimas
Com base nos elementos reunidos nos inquéritos policiais, o Ministério Público pede, além da condenação criminal, o pagamento de R$ 50 mil para cada vítima a título de indenização por danos morais, bem como o ressarcimento dos prejuízos materiais causados pelos crimes.
Agora, caberá ao Poder Judiciário analisar a denúncia e decidir sobre o recebimento da ação penal contra os seis acusados.
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