Recentemente foi divulgado um relatório pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicando que o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros aponta um cenário desafiador para a região da Amurel. Em comparação com outras regiões de Santa Catarina, a microrregião possui valores inferiores à média do estado.
Nesse estudo, a grande maioria dos municípios da região apresentou valores abaixo da média estadual, com apenas três exceções, sendo as mais ricas per capita Rio Fortuna, São Ludgero e Pedras Grandes. Se compararmos com a região Norte e do Vale do Itajaí, a diferença é ainda maior. Enquanto cidades como Brusque, Joinville e Jaraguá do Sul apresentam valores em torno de R$ 80.000,00 por pessoa, Tubarão apresentou um valor de R$ 54.566,42.
Podemos destacar algumas situações sobre essa disparidade regional e a baixa produtividade econômica da Amurel: a falta de indústrias, o pouco incentivo para as empresas e as dificuldades com licenciamentos ambientais.
Para uma empresa atuar em alguma cidade, além da necessidade de mercado, é fundamental ter mão de obra qualificada, pouca burocracia para a sua instalação e segurança jurídica para sua operação. Tendo esses itens atendidos, crescem as chances de novas empresas se instalarem na região, fomentando a economia local e todo um mercado de serviços para atender os novos habitantes.
Ainda, boa parte do litoral possui dificuldades em relação à aprovação de licenciamentos ambientais e alvarás de construção, havendo risco de cancelamento de empreendimentos e até de demolições de construções já finalizadas. Enquanto outras regiões podem alargar sua faixa de areia e construir arranha-céus à beira-mar, a Amurel tem que lidar com diversas restrições, como a APA da Baleia Franca, por exemplo.
Por último, e não menos importante, o problema passa pela falta de representatividade, tendo hoje apenas dois deputados estaduais e nenhum federal. A disputa por empresas com outras regiões fica mais árdua. Assim, a região precisa de representantes que lutem por uma economia mais livre, com menos burocracia e menos impostos, para que, dessa forma, os empreendedores possam gerar riqueza e melhorar os índices de qualidade de vida dos habitantes da Amurel.