A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, passou a ser alvo de um procedimento preparatório instaurado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no âmbito da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis.
A apuração é conduzida pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, e tem como objetivo avaliar a necessidade de abertura de inquérito civil para possíveis medidas judiciais. Segundo o MPSC, a instauração ocorreu após o recebimento de diversas representações questionando a atuação do delegado-geral.
O procedimento busca apurar eventuais práticas de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa, especialmente pela possível divulgação de informações que deveriam permanecer em segredo durante a investigação.
Novas diligências no inquérito
A apuração do Ministério Público ocorre paralelamente a outras medidas adotadas após a conclusão do inquérito policial. Na segunda-feira (9), o MPSC concedeu prazo de 20 dias para que a Polícia Civil refaça depoimentos e complemente as investigações relacionadas a uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava.
O episódio envolve três adultos indiciados por coação no curso do processo e ameaça, durante a apuração da morte do cão Orelha e de maus-tratos contra outro animal, o cão Caramelo.
Entre as diligências solicitadas estão:
- Novo depoimento presencial do porteiro;
- Novo depoimento presencial de um vigilante;
- Inclusão de vídeos que mostrem as conversas entre os suspeitos.
Segundo o Ministério Público, o material reunido até o momento apresenta lacunas que impedem uma conclusão segura sobre os fatos.
Relembre o caso Orelha
O cão comunitário Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser resgatado por moradores e levado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica indicaram que o animal sofreu pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido.
Ao todo, o inquérito contou com 24 testemunhas, análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e investigação de oito adolescentes suspeitos.
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