Comissão aprova projeto que cria o “Minha Primeira Arma”

O objetivo, segundo o autor, é facilitar o acesso ao armamento legal como instrumento de legítima defesa

Eduardo Fogaça

Publicado em: 12 de fevereiro de 2026

4 min.
Comissão aprova projeto que cria o “Minha Primeira Arma”. Foto: Divulgação

Comissão aprova projeto que cria o “Minha Primeira Arma”. Foto: Divulgação

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CPS) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto que institui o programa “Minha Primeira Arma”. A proposta, de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), prevê a isenção de tributos federais para a compra da primeira arma de fogo de uso permitido no Brasil.

O objetivo, segundo o autor, é facilitar o acesso ao armamento legal como instrumento de legítima defesa, desde que o comprador cumpra todas as exigências previstas na legislação.

O que prevê o projeto

O texto estabelece isenção de tributos federais incidentes sobre a aquisição da primeira arma de fogo de uso permitido. Entre os impostos citados estão:

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • Imposto de Importação;
  • PIS;
  • Cofins.

A medida seria aplicada apenas a cidadãos que atendam aos requisitos legais, como:

  • Avaliação psicológica;
  • Comprovação de aptidão técnica para manuseio de arma de fogo;
  • Antecedentes criminais negativos;
  • Autorização formal da Polícia Federal ou do Exército Brasileiro.

De acordo com o deputado Marcos Pollon, não haveria justificativa econômica ou social para a elevada carga tributária sobre a aquisição de um instrumento de autodefesa por quem cumpre todas as exigências legais.

Como funcionaria o programa

O projeto determina que a execução do “Minha Primeira Arma” fique sob responsabilidade de um comitê interinstitucional. O grupo seria composto por representantes dos seguintes órgãos e instituições:

  • Ministério da Justiça;
  • Ministério da Fazenda;
  • Ministério da Defesa;
  • Banco do Brasil;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Polícia Federal;
  • Exército Brasileiro.

A proposta ainda não detalha prazos para implementação, caso seja aprovada nas demais etapas de tramitação.

Próximos passos na Câmara

Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, o texto ainda precisa passar por outras duas comissões da Câmara dos Deputados:

  • Comissão de Finanças e Tributação;
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Somente após essa fase o projeto poderá ser levado ao plenário da Câmara para votação final.

A tramitação seguirá o rito legislativo padrão, podendo sofrer alterações antes da eventual sanção presidencial.


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