A Uefa anunciou nesta segunda-feira (23) a suspensão provisória do argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, por uma partida da Champions League. A decisão foi tomada pelo Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade após investigação preliminar sobre suposto comportamento discriminatório contra o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid.
Com a medida, Prestianni não poderá atuar na quarta-feira (25), no jogo de volta dos playoffs da Champions, contra o Real Madrid, no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha.
Entenda a decisão da Uefa
Segundo comunicado oficial, a suspensão ocorre após a nomeação de um Inspetor de Ética e Disciplina para apurar alegações de comportamento discriminatório durante a partida entre Benfica e Real Madrid, disputada em 17 de fevereiro de 2026, no Estádio da Luz, em Lisboa.
De acordo com a Uefa, o órgão disciplinar decidiu suspender provisoriamente o atleta por violação prima facie do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da entidade, que trata de condutas discriminatórias.
A entidade destacou ainda que a decisão não prejudica eventual punição futura, que poderá ser aplicada após a conclusão definitiva da investigação.
Acusação de ofensa racista
Vinicius Júnior e jogadores do Real Madrid acusam Prestianni de ter chamado o atacante brasileiro de “macaco” logo após o gol que abriu o placar da partida de ida, vencida pelos espanhóis por 1 a 0.
Após o suposto episódio, Vinicius informou o árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo da Fifa. O jogo foi interrompido por alguns minutos antes de ser retomado.
Como funciona o protocolo antirracismo
O protocolo prevê três etapas principais:
- Advertência inicial: o árbitro pode interromper a partida ao identificar ou receber denúncia de ato discriminatório. Uma mensagem é exibida nos telões do estádio alertando sobre o ocorrido e informando que o jogo pode ser suspenso.
- Nova paralisação: caso os ataques persistam, o árbitro pode suspender temporariamente a partida e levar as equipes ao vestiário.
- Encerramento definitivo: se o comportamento discriminatório continuar, a arbitragem pode cancelar o jogo.
Todos os fatos são registrados na súmula, documento que embasa as decisões disciplinares posteriores.
O caso segue sob investigação da Uefa, que deverá definir eventuais sanções adicionais após a conclusão do processo.
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