O acionamento do botão do pânico foi decisivo para a prisão de um homem em Grão-Pará, na localidade de Serra Furada, após a ex-companheira — que possui medida protetiva — solicitar ajuda pelo aplicativo oficial da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). O suspeito foi encaminhado à Central de Plantão Policial de Tubarão.
O caso reacende uma dúvida frequente: como funciona o botão do pânico e quem pode utilizá-lo?
O que é o botão do pânico?
A ferramenta está disponível dentro do aplicativo PMSC Cidadão, criado para aproximar a população dos serviços de segurança pública. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente em dispositivos Android e iOS.
Por meio da plataforma, qualquer cidadão pode:
- Acionar a Polícia Militar de forma rápida;
- Registrar ocorrências;
- Enviar localização em tempo real;
- Encaminhar fotos, vídeos e informações que auxiliem no atendimento.
Entre as funcionalidades, destaca-se o botão do pânico, desenvolvido especificamente para proteger mulheres vítimas de violência doméstica com medida protetiva judicial ativa.
Quem pode utilizar o botão do pânico?
O botão do pânico não está disponível automaticamente para todas as mulheres. A ferramenta é destinada exclusivamente às vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva decretada pelo Poder Judiciário.
Após a concessão da medida, o Judiciário encaminha as informações à Polícia Militar. A partir disso, a vítima passa por um processo de integração à Rede Catarina de Proteção à Mulher, programa de acompanhamento da PMSC.
Durante esse processo:
- A Polícia Militar realiza contato direto com a vítima;
- É feita uma entrevista e orientação sobre a Rede Catarina;
- São explicadas as funcionalidades do aplicativo;
- A vítima é cadastrada para uso do botão do pânico.
Somente após esse cadastro o acionamento passa a estar disponível.
Como funciona o acionamento?
Ao pressionar o botão do pânico no aplicativo:
- A Central da Polícia Militar recebe o alerta imediatamente;
- A localização da vítima é enviada em tempo real;
- A ocorrência é classificada com prioridade máxima;
- A viatura mais próxima é deslocada para o local.
Por se tratar de uma situação envolvendo medida protetiva ativa, o chamado não é tratado como ocorrência comum, mas como atendimento de proteção especial.
Qual é o tempo de resposta?
Não há um tempo único de resposta. A agilidade pode variar conforme:
- Localização da ocorrência (área urbana ou rural);
- Disponibilidade de viaturas;
- Condições de trânsito;
- Condições climáticas;
- Número de ocorrências simultâneas.
Ainda assim, a Polícia Militar reforça que o botão do pânico recebe prioridade máxima no despacho operacional, justamente por envolver risco à integridade física da vítima.
Ferramenta de proteção e prevenção
Além da resposta rápida, a ferramenta tem papel estratégico na prevenção da violência. O acionamento silencioso permite que a vítima peça ajuda mesmo sem poder falar ao telefone, reduzindo o tempo entre a ameaça e a intervenção policial.
A Polícia Militar orienta que mulheres com medida protetiva busquem informações para integrar a Rede Catarina de Proteção à Mulher e conhecer as funcionalidades do aplicativo.
Em situações de risco iminente, a recomendação continua sendo acionar imediatamente o telefone 190.
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