O que deveria ser uma fiscalização de rotina a um caminhão em São José dos Pinhais (PR) terminou com um crime: em vez de apreenderem a carga, os agentes de segurança a roubaram. A suspeita levou o Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco, a deflagrar na manhã desta quinta-feira (26) a Operação Rapina, que mira quatro policiais militares acusados de roubo de carga mediante grave ameaça, com emprego de arma de fogo e uso de viatura oficial.
Autorizadas pela Vara de Auditoria da Justiça Militar do Paraná, as medidas incluem quatro mandados de busca e apreensão e o afastamento cautelar dos policiais envolvidos. Nesta manhã, três das ordens foram cumpridas em Curitiba e uma em Joinville, com apoio do Gaeco de Santa Catarina.
De acordo com as investigações, o grupo teria abordado o caminhão e obrigado o motorista a se deslocar para um local ermo, onde 14 caixas contendo aparelhos celulares foram retiradas sem qualquer formalização legal ou registro de ocorrência. A carga, que deveria ser apreendida, acabou nas mãos dos próprios agentes da segurança pública.
Em Santa Catarina, o Gaeco/MPSC participou da execução do mandado em Joinville, contribuindo para a coleta de provas e a possível recuperação dos aparelhos levados. Os mandados visam apreender dispositivos eletrônicos, documentos e valores que possam elucidar a participação de cada envolvido e o paradeiro da carga roubada.
O nome da operação — Rapina — vem do latim e significa “saque, roubo violento”, uma referência direta à conduta investigada.
Os policiais militares investigados tiveram o exercício da função pública suspenso cautelarmente. A investigação tramita em sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
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