O governo do Irã informou nesta segunda-feira (2) que realizou um ataque direcionado ao escritório do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Israel, por sua vez, nega a informação e afirma que não há registros de ações militares contra Jerusalém.
A declaração iraniana foi divulgada por meio da agência estatal Fars. Segundo comunicado atribuído aos Guardas Revolucionários, “o gabinete do criminoso primeiro-ministro do regime sionista, assim como o quartel-general do comandante da força aérea do regime, foram alvos da ação”.
De acordo com a nota, o ataque teria sido realizado com mísseis do tipo Kheibar. O governo iraniano não detalhou possíveis danos ou vítimas.
Irã cita outros alvos em Israel
Além do suposto ataque ao gabinete de Netanyahu, o Irã afirmou ter lançado mísseis contra outros alvos em território israelense, incluindo prédios do governo em Tel Aviv e instalações militares em Haifa.
Até o momento, as autoridades israelenses não confirmaram impactos nessas localidades. O governo de Israel sustenta que não houve ações militares contra Jerusalém, contrariando a versão divulgada por Teerã.
Contexto do conflito
A escalada ocorre após ofensiva realizada na madrugada de sábado (28), quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A ação aconteceu pouco depois das 8h no horário de Israel.
A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Katz, o ataque teve como objetivo “eliminar ameaças”.
Autoridades israelenses afirmaram que a ofensiva mirou estruturas consideradas estratégicas para a segurança do país. O governo norte-americano declarou que a ação foi coordenada com Israel e que buscava neutralizar riscos iminentes à estabilidade regional.
Irã descarta negociação com os EUA
Em resposta aos ataques do fim de semana, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não está disposto a negociar com os Estados Unidos.
Em publicação na rede social X, Larijani declarou: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.
A troca de acusações e ações militares amplia a tensão no Oriente Médio e eleva o alerta da comunidade internacional para novos desdobramentos nos próximos dias.
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