Conflito entre Israel, EUA e Irã já deixa mais de 550 mortos

Ofensiva militar iniciada no sábado matou líderes iranianos, militares americanos e elevou risco de escalada no Oriente Médio

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 2 de março de 2026

7 min.
Conflito entre Israel, EUA e Irã ultrapassa 550 mortos e amplia tensão global. Entenda o que motivou os ataques e os riscos

Conflito entre Israel, EUA e Irã ultrapassa 550 mortos e amplia tensão global. Entenda o que motivou os ataques e os riscos. - Foto: IBRAHIM AMRO / AFP

O conflito militar envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã já provocou mais de 550 mortes e ao menos 747 feridos desde a madrugada de sábado (28), segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana e pela organização humanitária Crescente Vermelho. A troca de ataques diretos elevou o nível de tensão no Oriente Médio e reacendeu o temor de uma escalada regional com impacto global.

A ofensiva começou com ataques coordenados de forças americanas e israelenses contra alvos estratégicos no Irã. Explosões foram registradas em Teerã, capital do país, e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Segundo Washington e Tel Aviv, a operação teve como objetivo neutralizar estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.

O governo iraniano nega que desenvolva armas nucleares e afirma que seu programa tem finalidade energética. Ainda assim, os Estados Unidos e Israel sustentam que o enriquecimento de urânio conduzido por Teerã representa ameaça direta à segurança internacional.

Mortes de líderes ampliam impacto político

Entre as vítimas confirmadas estão figuras centrais da liderança iraniana, como o líder supremo Ali Khamenei, o ministro da Defesa Amir Nasirzadeh, o chefe do Estado-Maior Abdolrahim Mousavi e o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também está entre os mortos divulgados pela imprensa iraniana.

A morte de Khamenei provocou rápida movimentação interna. No domingo (1º), o aiatolá Alireza Arafi foi anunciado como líder interino. O governo informou que a escolha de um novo líder supremo deve ocorrer nos próximos dias.

Nos Estados Unidos, o Comando Central confirmou a morte de seis militares americanos. Eles estavam lotados no Kuwait, país que abriga bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico.

Retaliação e expansão dos ataques

Após os bombardeios iniciais, o Irã lançou mísseis contra Israel e realizou ataques contra bases dos Estados Unidos no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes. A ampliação do alcance geográfico dos ataques reforçou o alerta internacional.

Autoridades iranianas classificaram a morte de seu líder supremo como uma “declaração de guerra” e prometeram resposta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá usar “força nunca antes vista” caso as ofensivas continuem.

Apesar disso, houve versões divergentes sobre possível abertura para diálogo. Trump declarou que a nova liderança iraniana teria sinalizado interesse em conversar. Já o secretário de Segurança do Irã negou qualquer negociação no momento e disse que a prioridade é a defesa nacional.

Entenda o que motivou o confronto

O conflito é resultado do fracasso nas negociações para um novo acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã. As tratativas vinham sendo discutidas desde o ano passado, mas não avançaram após semanas de impasse.

Washington pressiona por limites mais rígidos ao enriquecimento de urânio. Teerã, por sua vez, rejeita as exigências e considera as sanções econômicas impostas pelos EUA como fator de desestabilização.

Com o colapso das negociações, a via diplomática perdeu força e abriu espaço para a ação militar.

Há risco de guerra global?

Especialistas avaliam que o cenário é delicado, principalmente pelo envolvimento de potências nucleares. Atualmente, nove países possuem armas atômicas, incluindo Estados Unidos e Israel.

A Rússia, aliada do Irã, também é potência nuclear, mas enfrenta conflito com a Ucrânia e não indicou apoio militar direto até o momento. A China sinalizou que não pretende se envolver na guerra.

Outros aliados iranianos incluem grupos armados como Hezbollah, Hamas e Huthis, que não possuem armas nucleares, mas podem ampliar o conflito regionalmente.

Analistas alertam que ataques a instalações nucleares e o enfraquecimento de tratados internacionais aumentam o risco de uma escalada mais ampla. Ainda não há indicação formal de mobilização global, mas o cenário é considerado instável e imprevisível.

O avanço ou recuo das ofensivas nos próximos dias será decisivo para definir se o confronto permanecerá restrito à região ou ganhará proporções mais amplas.


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