O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instituiu um grupo de trabalho para analisar as novas diligências relacionadas à morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O material foi encaminhado pela Polícia Civil no fim de fevereiro, e a equipe tem prazo de 30 dias para concluir a avaliação.
A análise será conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça, da área da Infância e Juventude, e pela 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal — as mesmas que já atuam no caso. O processo segue em segredo de Justiça, por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Novas diligências e exumação
Após receber a conclusão inicial das investigações, o MP apontou lacunas no material e solicitou informações complementares. Ao todo, foram:
- 35 novas diligências solicitadas pelo MP;
- 26 atos adicionais de investigação;
- 61 diligências extras encaminhadas posteriormente.
Entre as medidas requisitadas esteve a exumação do corpo do animal, realizada em 11 de fevereiro, para produção de novo laudo pericial.
Também serão analisados vídeos enviados em 25 de fevereiro e dados extraídos dos celulares apreendidos durante mandados de busca. Os aparelhos passaram por perícia da Polícia Científica.
Próximos passos
Com a nova análise, o MPSC deverá decidir se:
- Acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor;
- Solicita novas investigações;
- Ou arquiva o caso.
Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte. Segundo laudo inicial, a causa da morte teria sido um golpe na cabeça com objeto contundente.
A apuração busca esclarecer completamente os fatos antes de qualquer decisão judicial.
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