Porto de Imbituba realiza primeira exportação brasileira de DDG para a China

Em entrevista ao Hora da Cidade, com Ronaldo Sant’Anna, o diretor-geral do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, destacou a dimensão da operação

Eduardo Fogaça

Publicado em: 3 de março de 2026

6 min.
Porto de Imbituba realiza primeira exportação brasileira de DDG para a China. Foto: Divulgação/Secom

Porto de Imbituba realiza primeira exportação brasileira de DDG para a China. Foto: Divulgação/Secom

O Porto de Imbituba protagonizou, no domingo (8), um marco histórico ao realizar a primeira exportação brasileira de DDG (Dried Distillers Grains) para a China. A operação, conduzida pelas empresas Inpasa e Fertisanta, envolveu o embarque de 62,5 mil toneladas do produto, consolidando o complexo catarinense como um dos principais corredores logísticos de granéis sólidos do país.

Em entrevista ao programa Hora da Cidade, com Ronaldo Sant’Anna, o diretor-geral do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, destacou a dimensão estratégica da operação. “É um mercado que se abre, talvez o mais importante do mundo, que se abre para o Brasil, que tem mais um produto para ser movimentado e que marca a história do Porto de Imbituba, uma vez que somos o primeiro porto a fazer esse tipo de movimentação”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

O que é o DDG e por que ele é estratégico

O DDG é um coproduto obtido a partir da produção de etanol de milho. Durante o processo industrial, o amido do grão é transformado em etanol, enquanto nutrientes como proteínas, fibras e gorduras permanecem concentrados no resíduo sólido, que dá origem ao produto.

Amplamente utilizado na nutrição animal, especialmente na formulação de rações, o DDG vem ganhando espaço no mercado internacional. Segundo Christiano Lopes, o produto representa uma evolução da cadeia do milho no Brasil. “O DDG é utilizado para nutrição animal, para criação de ração. Ele foi criado no Brasil e está ganhando mercado internacionalmente com bastante velocidade. Antigamente, o milho era utilizado para fazer etanol e a ‘bagaça’ era descartada; agora ela está sendo utilizada para a fabricação do DDG”, explicou.

Crescimento da movimentação no porto

Nos últimos anos, a movimentação do produto pelo Porto de Imbituba tem apresentado crescimento consistente. De acordo com dados do complexo portuário, mais de 800 mil toneladas de DDG já foram movimentadas pelo terminal, reforçando a vocação de Imbituba para o escoamento de granéis sólidos.

Com a abertura do mercado chinês, a tendência é de ampliação dos volumes exportados e fortalecimento das relações comerciais com o mercado asiático, considerado um dos mais estratégicos do mundo para o agronegócio brasileiro.

Governo destaca competitividade catarinense

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura portuária. “Santa Catarina tem os melhores portos do Brasil e o Governo do Estado investe para ampliar a capacidade e melhorar a infraestrutura, a fim de atender com qualidade o dinamismo da nossa economia. A qualidade da logística catarinense faz toda a diferença e queremos ser cada vez mais competitivos para atrair novas oportunidades”, afirmou.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, também destacou o simbolismo da operação para o Estado e para o país. Segundo ele, o embarque demonstra a eficiência da infraestrutura logística catarinense, a competitividade do agronegócio nacional e a capacidade de Santa Catarina em apoiar operações de grande porte.

Já o presidente do Porto de Imbituba reforçou que o momento representa um novo capítulo para o complexo portuário. Para ele, a exportação para a China amplia a inserção internacional de Imbituba, gera empregos, renda e fortalece toda a cadeia produtiva ligada ao agronegócio.


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