Um requerimento apresentado na Câmara de Vereadores de Criciúma cobra do Procon municipal informações sobre pesquisas de preços da gasolina realizadas na cidade. A iniciativa é do vereador Juarez de Jesus, que questiona por que as reduções anunciadas pela Petrobras não têm sido percebidas pelos consumidores nas bombas dos postos.
O parlamentar solicitou que o órgão informe se foram realizadas pesquisas recentes sobre o preço dos combustíveis e, caso existam levantamentos, que os dados sejam divulgados à população.
Segundo Juarez, ao longo de 2025 a Petrobras promoveu duas reduções no preço da gasolina vendida às distribuidoras, somando cerca de 31 centavos por litro, o que representa uma queda aproximada de 10% no valor nas refinarias.
Já no início de 2026, houve nova redução, de cerca de 14 centavos por litro. Com isso, de acordo com o vereador, o preço médio da gasolina nas refinarias passou a ficar próximo de R$ 2,57 por litro.
Apesar disso, o parlamentar afirma que os consumidores não têm percebido queda proporcional nos postos da cidade.
“Mesmo com a diminuição de preço nas refinarias e o aumento de cerca de 10 centavos no ICMS no início deste ano, a gente não percebe uma redução no preço nas bombas de gasolina”, afirmou.
Fiscalização e transparência
De acordo com o vereador, pesquisas de preços eram realizadas e divulgadas com frequência em anos anteriores, o que ajudava a dar mais transparência ao mercado e pressionava pela redução de valores.
Para ele, a atuação do Procon é importante para fiscalizar e acompanhar possíveis distorções entre o preço praticado pelas distribuidoras e o valor cobrado ao consumidor final.
“Quando o Procon está em cima, cobrando e fiscalizando, isso acaba impactando no preço na bomba. O que queremos é saber qual tem sido a atuação do órgão nesse sentido”, explicou.
Pedido de esclarecimento
Juarez de Jesus afirma que o objetivo do requerimento não é fazer acusações, mas compreender melhor a formação do preço da gasolina no município e dar explicações à população.
“Não estou trazendo culpa a ninguém. A gente quer entender o que está acontecendo e levar esse entendimento também para a população, que paga caro na bomba e precisa saber por que essa redução não chega ao consumidor”, concluiu.
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