Conselho derruba direção da SAF e Figueirense reinicia processo

Votação no Conselho Deliberativo não homologa membros da SAF e abre nova fase administrativa enquanto clube aguarda propostas de investidores

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 10 de março de 2026

6 min.
Conselho do Figueirense rejeita diretoria da SAF por 52 a 21 e inicia nova reorganização administrativa enquanto clube espera investidores

Conselho do Figueirense rejeita diretoria da SAF por 52 a 21 e inicia nova reorganização administrativa enquanto clube espera investidores. - Foto: Patrick Floriani/FFC/Divulgação

O Figueirense vive mais um capítulo de instabilidade institucional. Em reunião realizada na noite de segunda-feira (10), o Conselho Deliberativo do clube decidiu não homologar os membros da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por 52 votos a 21, o que encerra a atual composição da diretoria e obriga o clube a iniciar um novo processo de reorganização administrativa.

Com a decisão, deixam oficialmente os cargos Paulo Prisco Paraíso, presidente da SAF, José Carlos Lages, vice-presidente, e os conselheiros João Gonçalves Filho, Gabriel Richter Pires e Fabiano Lehmkuhl Gerber.

A votação marca mais um momento delicado na tentativa do clube de consolidar um modelo de gestão empresarial após a transformação em SAF.

Presidência da SAF passa a ser acumulada

Diante da vacância nos cargos, o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, passa a acumular temporariamente também a função de presidente da SAF até que uma nova composição seja definida.

O próximo passo do processo será conduzido pelo presidente da associação do Figueirense, José Tadeu Cruz, que terá a missão de indicar cinco novos nomes para integrar o conselho da SAF.

Esses nomes ainda precisarão passar por avaliação e votação do próprio Conselho Deliberativo em uma nova reunião.

Bastidores indicam busca por consenso

Nos bastidores, a expectativa é que José Tadeu Cruz e Antônio Miranda realizem uma reunião nos próximos dias para tentar construir um consenso sobre os novos indicados.

A intenção é formar um grupo capaz de conduzir o clube neste período de transição, enquanto o Figueirense busca um investidor definitivo para assumir a SAF.

Estrutura administrativa segue mantida

Apesar das mudanças no conselho da SAF, a estrutura administrativa do clube permanece funcionando normalmente.

Seguem nos cargos:

  • Rafael Franzoni, CEO do Figueirense
  • Daniel Kaminski, diretor executivo de futebol
  • Demais funcionários da estrutura administrativa

A manutenção desses profissionais busca evitar impactos diretos no funcionamento do futebol e da gestão cotidiana do clube.

Grupo de transição ainda é discutido

Outra possibilidade discutida nos bastidores é a formação de um grupo de transição para auxiliar os novos integrantes da SAF na condução do clube durante esse período de indefinição.

Até o momento, porém, não há definição oficial sobre quem participaria dessa estrutura ou qual seria o formato de atuação.

Propostas de investidores são aguardadas

Paralelamente à reorganização interna, o Figueirense também aguarda a formalização de propostas para a aquisição da SAF.

Atualmente, duas possibilidades são comentadas nos bastidores:

  • Um grupo ligado à Kactus Hub
  • Uma proposta liderada pelo empresário Edson da Silva

Nenhuma das ofertas foi formalizada até agora. A expectativa é que os documentos sejam protocolados até sexta-feira.

Quando isso ocorrer, as propostas passarão por análise inicial de uma comissão formada por sete conselheiros, responsável por avaliar aspectos jurídicos, financeiros e contábeis antes de eventual votação pelo plenário do Conselho Deliberativo.

Rumores sobre executivo de futebol não avançaram

Nos últimos dias também circularam informações sobre a possível contratação do executivo de futebol Júlio Rondinelli e sobre empresários locais que poderiam financiar uma transição no departamento de futebol.

No entanto, segundo fontes ouvidas no Conselho, esses temas não foram discutidos oficialmente na reunião, permanecendo apenas como especulações de bastidores.

Momento exige cautela e planejamento

A decisão do Conselho reforça que o Figueirense ainda busca estabilidade no modelo de gestão da SAF. A nova fase abre espaço para reorganização interna e para a análise de investidores interessados no projeto.

Enquanto isso, o clube tenta manter a estrutura administrativa funcionando e evitar novos impactos esportivos durante o processo de transição.


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