Durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), nesta terça-feira (10), o deputado estadual Sargento Lima (PL) fez uma comparação entre os índices de homicídios de Alagoas e o número de mortes registradas em ataques militares no Irã. A declaração ocorreu enquanto o parlamentar criticava falas do ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre o governador catarinense Jorginho Mello.
Segundo o deputado, dados de 2023 indicariam 1.210 homicídios em Alagoas, enquanto ataques recentes envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã teriam registrado 555 mortes. Com base nessa comparação, Lima afirmou que, matematicamente, “seria duas vezes mais seguro estar em uma zona de guerra no Irã do que no estado de Alagoas”.
A fala ocorreu durante um pronunciamento em que o parlamentar apresentou uma série de comparações entre indicadores sociais e econômicos de Santa Catarina e Alagoas.
Comparação de indicadores entre os estados
No discurso, Sargento Lima exibiu dados para defender o desempenho de Santa Catarina em áreas como economia, emprego, segurança pública e educação.
Entre os números citados pelo deputado:
- Produto Interno Bruto (PIB): Santa Catarina teria cerca de R$ 513,4 bilhões, enquanto Alagoas registraria R$ 63 bilhões.
- Taxa de desemprego: o estado catarinense teria 2,2%, apontada como a menor do país.
- Segurança pública: Santa Catarina registraria 6,3 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto Alagoas teria 29,4.
- Analfabetismo: o parlamentar citou taxa de 1,9% em Santa Catarina contra 14,2% em Alagoas.
Os dados foram usados pelo deputado para criticar a gestão de políticos ligados ao governo federal e defender o modelo de administração adotado em Santa Catarina.
Contexto do discurso
O pronunciamento foi motivado por declarações atribuídas ao ministro Renan Filho, que teria classificado o governador catarinense Jorginho Mello como “retrógrado”. Em resposta, Sargento Lima criticou o ministro e fez referências à gestão de Alagoas, estado onde Renan Filho foi governador antes de assumir o ministério.
Durante o discurso, o parlamentar também mencionou a relação fiscal entre Santa Catarina e a União, afirmando que o estado contribui mais em impostos federais do que recebe em retorno.
A manifestação ocorreu durante o espaço de fala na tribuna da Alesc e repercutiu nas redes sociais após a divulgação do trecho em vídeo.
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