O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o fim da guerra entre o país, os Estados Unidos e Israel depende do cumprimento de três exigências principais. Segundo ele, é necessário reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações pelos danos causados e oferecer garantias internacionais firmes contra futuras agressões.
A declaração foi publicada nesta semana na rede social X e marca a primeira vez que o líder iraniano apresenta publicamente condições para o encerramento do conflito.
“A única maneira de acabar com esta guerra — iniciada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, escreveu Pezeshkian.
Apesar da escalada militar na região, o presidente iraniano afirmou ter conversado com líderes da Rússia e do Paquistão para reforçar o que chamou de compromisso do país com a paz.
Movimentações diplomáticas
No contexto das tensões no Oriente Médio, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, realizou nesta quinta-feira (12) uma visita à Arábia Saudita. A viagem, segundo o gabinete do governo paquistanês, faz parte das articulações diplomáticas diante da escalada do conflito regional.
Como começou a guerra
A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel começou no dia 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Na ofensiva, também foram mortos diversos integrantes do alto escalão do regime iraniano. Autoridades americanas afirmaram ainda que destruíram dezenas de navios militares, além de sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas estratégicas do país.
Retaliações e ampliação do conflito
Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel em diversos países do Oriente Médio. Entre os territórios atingidos estão:
- Emirados Árabes Unidos
- Arábia Saudita
- Catar
- Bahrein
- Kuwait
- Jordânia
- Iraque
- Omã
As autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo exclusivamente interesses americanos e israelenses presentes nesses países.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra.
A Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques iranianos relacionados diretamente ao conflito.
Conflito se estende ao Líbano
A guerra também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, realizou ataques contra Israel após a morte de Ali Khamenei.
Como resposta, Israel intensificou bombardeios aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês. As ofensivas já deixaram centenas de mortos no país.
Novo líder supremo do Irã
Após a morte de Ali Khamenei, um conselho iraniano escolheu Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo, para assumir o comando do país.
Especialistas avaliam que a escolha representa continuidade da atual linha política e do modelo de governo do Irã.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão e afirmou que a escolha foi um “grande erro”. Ele também declarou que Mojtaba Khamenei seria “inaceitável” para liderar o país.
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