As mulheres são as principais responsáveis pela adoção de animais de estimação no Brasil, mas também enfrentam uma carga maior de desafios após essa decisão. É o que aponta uma pesquisa realizada pela GoldeN, em parceria com a Opinion Box, que revela não apenas o protagonismo feminino na causa animal, mas também o aumento das dificuldades emocionais e financeiras no cuidado com pets.
De acordo com o levantamento, 68% das mulheres afirmam já ter adotado um animal, enquanto entre os homens o índice é de 55%. O estudo evidencia que, além de adotarem mais, elas também assumem de forma mais intensa as responsabilidades ligadas ao bem-estar dos pets.
Entre o acolhimento e as dificuldades do dia a dia
A pesquisa mostra que as mulheres estão na linha de frente do resgate e adoção de animais, especialmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade. No entanto, esse engajamento vem acompanhado de preocupações específicas.
Enquanto 51% dos homens apontam o impacto financeiro como principal barreira para ter um pet, entre as mulheres a maior preocupação está na adaptação do animal ao novo ambiente. Questões comportamentais lideram esse ranking, sendo citadas por 48% delas.
O dado revela uma diferença clara de percepção: eles focam mais nos custos, enquanto elas se preocupam com a integração do animal à rotina familiar.
Desafios em crescimento
O estudo também aponta que essas dificuldades vêm aumentando. Em comparação com 2025, houve alta de 5 pontos percentuais na preocupação feminina com a adaptação dos pets.
Outro fator que ganhou peso foram os custos inesperados com saúde animal, que cresceram 7% entre as principais preocupações. O cenário indica que, além do envolvimento emocional, há uma pressão financeira crescente no cuidado com os animais.
Empatia feminina impulsiona a causa animal
A sensibilidade das mulheres também se destaca na forma como enxergam o abandono de animais. Segundo a pesquisa, 65% delas reconhecem preconceito contra animais sem raça definida (SRD), os chamados vira-latas — percentual superior ao dos homens, que registram 55%.
Além de identificar o problema, elas também apontam soluções. Para 62% das entrevistadas, campanhas de educação sobre posse responsável são a melhor estratégia para reduzir o abandono. Já entre os homens, 60% acreditam que incentivos financeiros seriam mais eficazes.
Segundo especialistas envolvidos no estudo, os dados reforçam o papel das mulheres como principais gestoras do cuidado no ambiente doméstico, o que naturalmente se estende aos animais de estimação.
Protagonismo com necessidade de apoio
O levantamento revela um cenário de forte conexão emocional com os pets, mas também de aumento nas demandas práticas e desafios do dia a dia.
Mesmo acumulando múltiplas responsabilidades, as mulheres seguem liderando a causa animal no Brasil. Ao mesmo tempo, os dados indicam a necessidade de mais suporte, orientação e políticas de conscientização para garantir adoções responsáveis e sustentáveis.
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