Após 24 horas, Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta

Apesar dos cuidados para manter a estabilidade do quadro clínico, os médicos alertam que o risco de morte ainda existe

Eduardo Fogaça

Publicado em: 14 de março de 2026

5 min.
Após 24 horas, Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta. Foto: Agência Brasil

Após 24 horas, Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília, sem previsão de alta. A informação foi confirmada pelos médicos responsáveis pelo tratamento neste sábado (14). Bolsonaro foi diagnosticado na sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, ainda não é possível estimar quando ele poderá deixar a UTI. “Nós não podemos falar em data, porque na verdade nós não sabemos. Precisamos da resposta do medicamento e também do próprio organismo se defendendo”, afirmou.

Pneumonia causada por broncoaspiração

De acordo com a equipe médica, o quadro foi provocado por broncoaspiração — quando conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entram nas vias respiratórias e chegam aos pulmões, podendo causar inflamação e evoluir para pneumonia.

Os médicos classificam o estado de saúde como grave. Conforme explicou Brasil Caiado, pacientes com mais de 70 anos podem ter evolução rápida para septicemia, uma infecção generalizada, o que exige atenção médica intensiva.

Por esse motivo, o tratamento está sendo feito com medicamentos administrados diretamente na veia e monitoramento contínuo dentro do hospital.

“Isso é um padrão para todo tipo de pneumonia broncoaspirativa num paciente na idade dele. Todo mundo é tratado no ambiente hospitalar, com remédio venoso, sendo monitorado 24 horas por dia com equipe multidisciplinar”, disse o médico.

Risco de complicações ainda existe

Apesar dos cuidados para manter a estabilidade do quadro clínico, os médicos alertam que o risco de morte ainda existe. Este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro e o mais grave até agora.

Segundo o cardiologista Leandro Echenique, o histórico de saúde do ex-presidente exige acompanhamento constante, mesmo após a recuperação.

“Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, explicou.

Atendimento médico antes da internação

Na semana anterior à internação, Bolsonaro havia passado por consultas médicas e exames na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, onde está preso. As informações constam em relatório da Polícia Militar do Distrito Federal.

Os atendimentos ocorreram entre os dias 5 e 11 de março, realizados pelo cardiologista Brasil Caiado e por médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Durante esse período, o ex-presidente também realizou caminhadas diárias e sessões de fisioterapia em dois dias. Além disso, recebeu visitas dos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro e da esposa, Michelle Bolsonaro.

Bolsonaro, que possui histórico de diversas cirurgias e procedimentos desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, completará 71 anos na próxima semana.


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