Com o prazo do Imposto de Renda 2026 aberto nesta semana, milhões de brasileiros já iniciam a preparação para enviar a declaração à Receita Federal. O envio pode ser feito até 29 de maio, e quem perder o prazo está sujeito à multa mínima de R$ 165,74.
A organização antecipada é um dos principais fatores para evitar erros, cair na malha fina e até garantir a restituição nos primeiros lotes. Apesar disso, dúvidas comuns ainda geram equívocos que podem custar caro ao contribuinte.
Atenção à nova regra de isenção
Uma das principais confusões neste ano envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Embora a medida já esteja em vigor em 2026, ela não se aplica à declaração atual.
Isso porque o envio considera os rendimentos obtidos ao longo de 2025. Na prática, os efeitos dessa mudança só serão percebidos na declaração de 2027.
Além disso, estar isento do pagamento do imposto não significa, automaticamente, estar dispensado da declaração.
Quem precisa declarar o Imposto de Renda 2026
Devem prestar contas os contribuintes que, em 2025, se enquadraram em pelo menos um dos critérios abaixo:
- Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584
- Tiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil
- Realizaram operações em bolsa superiores a R$ 40 mil
- Obtiveram ganho de capital
- Tiveram receita rural relevante
- Possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil
- Passaram a residir no Brasil ou possuem ativos no exterior
Organização é o que mais evita problemas
A falta de documentos completos é uma das principais causas de erros na declaração. Antes de acessar o sistema da Receita, o ideal é reunir todas as informações necessárias.
Entre os itens mais esquecidos estão:
- Valores recebidos por herança
- Indenizações e acordos
- Saques de FGTS
- Operações com ações, fundos imobiliários e criptomoedas
O que separar antes de declarar
Para facilitar o processo, o contribuinte deve organizar previamente:
Informes de rendimentos
- Bancos, corretoras e instituições financeiras
- Salários, aposentadorias e pensões
- Aluguéis e outros ganhos
Recebimentos especiais
- Doações e heranças
- Indenizações
- FGTS
- Carnê-Leão (autônomos)
Pagamentos e deduções
- Despesas médicas e odontológicas
- Gastos com educação
- Previdência pública e privada
Bens e investimentos
- Imóveis e veículos
- Ações, ETFs, FIIs e criptoativos
- Dívidas e financiamentos
Dados cadastrais
- Informações de dependentes
- Dados bancários
- Última declaração entregue
Modelo completo ou simplificado: escolha faz diferença
Outro ponto decisivo é a escolha entre os modelos de declaração:
- Simplificado: desconto padrão de 20% sobre a renda tributável
- Completo: permite deduzir despesas com saúde, educação e dependentes
Quem tem poucos gastos dedutíveis costuma se beneficiar do modelo simplificado. Já quem possui despesas elevadas pode pagar menos imposto ao optar pelo completo.
Entregar cedo aumenta suas chances de restituição
Enviar a declaração com antecedência traz vantagens práticas:
- Mais tempo para revisar e corrigir erros
- Menor risco de inconsistências
- Maior chance de receber nos primeiros lotes de restituição
Deixar para a última hora, por outro lado, aumenta a chance de falhas e reduz o tempo para ajustes.
Preparo é o que define o resultado
O período do Imposto de Renda exige atenção aos detalhes. Organização, conferência de dados e entendimento das regras são fundamentais para evitar problemas com a Receita Federal e garantir uma declaração mais eficiente.
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