Taxas de juros e turbulência internacional levam a sinais de recuo na economia catarinense

Mas Estado continua liderando com a menor taxa de desemprego e crescimento do PIB

Joice Quadros

Publicado em: 1 de abril de 2026

3 min.

Foto: Freepik

Reflexo da desaceleração motivada pelo ciclo de alta dos juros no País, que restringe o acesso a crédito e posterga investimentos, e em decorrência do cenário externo turbulento, foram as principais causas apontadas pelo Observatório da FIESC, que estão levando a sinais de recuo na economia catarinense.

De acordo com dados do observatório, a indústria catarinense registrou queda de 6,5% em janeiro, comparando com o mesmo mês em 2025. Dos 14 setores pesquisados em Santa Catarina, apenas dois apresentaram desempenho positivo em janeiro. O destaque entre as quedas ficou com a fabricação de móveis, que recuou quase 25,9% e a fabricação de veículos, que caiu 24,9%.

Entre os resultados positivos estão o comércio ampliado, que avançou 2,5% na comparação com janeiro de 2025, impulsionado pelo incremento de 42,3% na comercialização de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, e as vendas dos hipermercados e supermercados, que cresceram 8,5%, também contribuindo para o resultado.

Já no mercado de trabalho, Santa Catarina permanece se destacando  com a menor taxa de desemprego do País, de 2,2%, segundo dados da Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento, e estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) apontam um crescimento de 6,9% nos últimos 12 meses encerrados em março.

O resultado representa uma aceleração frente aos 5,4% registrados até dezembro de 2024. As projeções do PIB catarinense foram feitas pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) com base em um painel com mais de 28 indicadores da economia estadual e nacional e representam uma prévia do desempenho nacional, já que os dados oficiais são divulgados com dois anos de atraso.

Com informações publicadas pela FIESC e Seplan.



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