Um vídeo gravado por drone no domingo de Páscoa (5) flagrou homens praticando atos obscenos em trilhas e áreas de vegetação na praia da Galheta, em Florianópolis. As imagens, que circularam nas redes sociais, mostram grupos em diferentes pontos fora da faixa de areia, reacendendo o debate sobre fiscalização e uso do espaço público.
A gravação ganhou repercussão ao ser divulgada com narração em tom irônico. O caso ocorre em uma área conhecida pela prática do naturismo, tradição reconhecida na região desde a década de 1970.
Fiscalização e histórico de ocorrências
O episódio não é isolado. Em março de 2025, a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP) informou que moradores e frequentadores elaboraram um “mapa” com registros de locais onde foram encontrados indícios de práticas semelhantes, como resíduos e trilhas abertas em meio à vegetação.
Com base nesses levantamentos, forças de segurança realizaram operações na região, com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, para coibir irregularidades.
Naturismo x ilegalidades
A Associação Amigos da Galheta (AGAL) defende que o naturismo praticado na praia é uma manifestação cultural e não deve ser confundido com atos ilegais fora das áreas permitidas.
Uma decisão recente da Justiça de Santa Catarina também reforçou esse entendimento. Em março deste ano, o Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus preventivo para impedir a abordagem de frequentadores apenas pela nudez na faixa de areia e no mar.
No entanto, a decisão estabelece limites claros: práticas fora dessas áreas — como trilhas, vegetação e acessos — não são permitidas e podem configurar infrações.
O caso segue repercutindo e deve ampliar a discussão sobre segurança, fiscalização e preservação ambiental na região.
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