O papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (15) que o mundo precisa reforçar a mensagem de paz e coexistência entre povos, em meio a um novo episódio de tensão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada durante viagem oficial pela África, horas após críticas públicas feitas pelo republicano.
O pontífice falou com jornalistas durante voo entre Camarões e Argélia, destacando a importância do diálogo entre culturas e religiões. Segundo ele, a convivência pacífica é essencial diante dos conflitos atuais.
“Embora tenhamos crenças diferentes, maneiras diferentes de cultuar e de viver, podemos viver juntos em paz”, afirmou o papa, ao comentar sua passagem pela Argélia, país de maioria muçulmana onde a Igreja Católica é minoria.
Declaração ocorre após provocação de Trump
Mais cedo, Trump publicou em sua rede social, Truth Social, uma mensagem direcionada ao papa. Na publicação, o ex-presidente citou mortes de manifestantes no Irã e criticou a postura do líder religioso.
O republicano escreveu que alguém deveria “avisar” o pontífice sobre as mortes de milhares de civis no país asiático, além de reforçar que considera “inaceitável” a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares.
Troca de críticas se intensifica
Esta não é a primeira vez que Trump critica Leão XIV nos últimos dias. No domingo (12), o ex-presidente classificou o papa como “fraco” e questionou sua atuação em temas internacionais.
Entre as declarações, Trump afirmou que não concorda com posicionamentos do pontífice sobre conflitos no Oriente Médio e política externa, além de dizer que prefere outro perfil de liderança na Igreja Católica.
Apesar das críticas, não há registros de que o papa tenha defendido o uso de armas nucleares pelo Irã. Pelo contrário, em 2025, Leão XIV fez apelos por um mundo livre desse tipo de armamento e incentivou nações a abandonarem arsenais nucleares.
Papa reforça missão de paz
Na segunda-feira (13), o pontífice respondeu indiretamente às declarações ao afirmar que não teme críticas políticas e que sua missão é promover a paz.
Segundo ele, sua mensagem não deve ser interpretada como ataque a governos, mas como um chamado global à reconciliação.
“Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a construírem pontes de paz”, disse.
Contexto internacional pressiona líderes
As declarações ocorrem em um momento de escalada de tensões no Oriente Médio, que já dura semanas e mobiliza lideranças globais.
Nesse cenário, o discurso do papa reforça a busca por soluções diplomáticas, enquanto críticas políticas evidenciam divergências sobre como lidar com crises internacionais.
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