Réptil com “bico de papagaio” intriga cientistas no RS

Fóssil de 230 milhões de anos revela espécie inédita e destaca o Sul do Brasil como berço de descobertas pré-históricas

Redação

Publicado em: 15 de abril de 2026

4 min.
Réptil com “bico de papagaio” intriga cientistas no RS. - Foto: Reprodução/Reuters

Réptil com “bico de papagaio” intriga cientistas no RS. - Foto: Reprodução/Reuters

Um fóssil de cerca de 230 milhões de anos, descoberto no interior do Rio Grande do Sul, revelou uma nova espécie de réptil com características incomuns para a época. O animal, identificado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), chama atenção pelo formato do crânio — especialmente um bico curvado semelhante ao de um papagaio.

O achado reforça a importância do Sul do Brasil como uma das regiões mais relevantes para o estudo da pré-história no mundo.

O que torna o fóssil tão raro

A principal surpresa está na anatomia do animal. Diferente de outros répteis do período Triássico, o novo exemplar apresenta adaptações que sugerem um comportamento alimentar específico.

Entre os destaques:

  • Bico curvado: semelhante ao de aves modernas, algo incomum para répteis da época
  • Estrutura craniana diferenciada: indica evolução adaptativa precoce
  • Possível dieta especializada: voltada à quebra de sementes ou vegetação rígida

Esse tipo de característica só se tornaria comum milhões de anos depois, especialmente em aves.

Uma peça importante do período Triássico

O período Triássico, que ocorreu entre aproximadamente 252 e 201 milhões de anos atrás, foi marcado por intensas transformações evolutivas. A descoberta ajuda a preencher lacunas sobre a diversidade de espécies que existiam antes da ascensão dos dinossauros.

Segundo os pesquisadores, o fóssil amplia o entendimento sobre como diferentes formas de vida testavam adaptações em um ambiente ainda em transformação.

Como foi feita a identificação

A confirmação de uma nova espécie não acontece de forma simples. O trabalho envolveu:

  • Análise detalhada de fragmentos fósseis
  • Comparação com espécies já catalogadas
  • Estudo da estrutura óssea e da mandíbula
  • Avaliação das diferenças anatômicas únicas

Cada detalhe foi essencial para diferenciar o animal de outros répteis conhecidos.

Brasil no mapa das grandes descobertas

O achado também reforça o papel do Brasil na pesquisa científica internacional. Regiões do Rio Grande do Sul já são conhecidas por abrigar fósseis importantes, mas descobertas como essa ampliam ainda mais a relevância do país.

Além do valor científico, o estudo evidencia que ainda há muito a ser explorado no território brasileiro — com potencial para revelar novas espécies e transformar o que se sabe sobre a história da vida na Terra.


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