A Sociedade Recreativa Mampituba, um dos principais polos esportivos da região carbonífera de Santa Catarina, iniciou um processo de reestruturação financeira que já resultou na demissão de profissionais e na redução de investimentos em modalidades esportivas. A decisão ocorre após uma queda significativa nos recursos repassados pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), principal fonte de financiamento do setor de rendimento do clube.
Segundo o presidente da entidade, Sano Matias Fortunato, a redução dos valores captados ao longo dos ciclos olímpicos tornou inviável a manutenção do modelo anterior. No primeiro ciclo, entre 2017 e 2020, o clube recebeu cerca de R$ 8 milhões. Já no ciclo seguinte, de 2021 a 2024, o valor caiu pela metade. No atual ciclo, a redução chega a 75%, com pouco mais de R$ 1,6 milhão para quatro anos.
Queda de receita impacta estrutura do clube
De acordo com o presidente, a diminuição dos repasses expôs a dependência do clube em relação aos recursos do CBC. Sem a criação de fontes alternativas ao longo dos anos, o Mampituba passou a enfrentar dificuldades para sustentar a estrutura esportiva.
Atualmente, apenas o projeto de rendimento conta com cerca de 25 colaboradores. Para manter as atividades, o clube chegou a investir mais de R$ 3 milhões de recursos próprios, cenário considerado insustentável pela gestão.
“De algum lugar tem que sair esse dinheiro. O clube não tem como bancar essa diferença”, afirmou Sano.
Demissões e impacto nas modalidades
Ao todo, seis profissionais foram desligados. Segundo a direção, os cortes foram feitos de forma equilibrada, atingindo diferentes modalidades, como:
- Tênis
- Ginástica rítmica
- Natação
- Triatlo
A estratégia, conforme o clube, foi evitar concentrar os impactos em apenas uma área.
Apesar das mudanças, a direção garante que não há previsão imediata de encerramento de modalidades esportivas.
Nova estratégia busca sustentabilidade
Diante do cenário, o Mampituba pretende reformular seu modelo de financiamento. A principal aposta é a criação de um setor voltado à captação de recursos, incluindo:
- Leis de incentivo ao esporte
- Emendas parlamentares
- Parcerias e patrocínios
- Publicidade
A ideia é diversificar as receitas e reduzir a dependência de repasses institucionais.
“Dar dois, três passos atrás para olhar para a frente”, resumiu o presidente ao explicar a estratégia.
Futuro depende de novos recursos
A continuidade e o desempenho das modalidades, segundo a gestão, dependerão da capacidade de captação nos próximos meses. A redução de receitas também levanta preocupação sobre o nível de competitividade das equipes, já que a divisão de recursos menores entre várias modalidades tende a impactar os resultados.
Mesmo assim, o clube afirma que trabalha para retomar o projeto esportivo assim que novas fontes de financiamento forem consolidadas.
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