Prefeito de Criciúma critica possível greve na Afasc

Assembleia rejeitou reajuste de 5,36% e aprovou estado de greve; sindicato deve notificar paralisação

Redação

Publicado em: 28 de abril de 2026

4 min.

Prefeito de Criciúma critica possível greve na Afasc

O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, se manifestou nesta segunda-feira (27) sobre a possibilidade de greve na Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que poderá adotar medidas previstas em contrato caso haja interrupção dos serviços, especialmente nas creches do município.

A declaração ocorre após uma assembleia que reuniu cerca de 450 professores e auxiliares da Afasc no mesmo dia. Na ocasião, os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 5,36% apresentada pela instituição e aprovaram o estado de greve.

Durante o pronunciamento, o prefeito criticou a possibilidade de paralisação e destacou o impacto que a medida pode causar às famílias. “Não vou permitir que o movimento sindical e a turma da esquerda deixem as crianças de Criciúma sem creche”, afirmou.

Rejeição da proposta e estado de greve

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), a decisão pela greve foi tomada após a rejeição da proposta apresentada pela Afasc.

O advogado da entidade, Rodrigo Custódio de Medeiros, informou que o sindicato deve formalizar a notificação nos próximos dias. “Rejeitada a proposta e aprovado o estado de greve. Amanhã encaminharemos a notificação”, declarou.

Prefeitura critica paralisação

Em resposta à deliberação dos trabalhadores, o prefeito reforçou que reconhece o direito de reivindicação, mas criticou a forma como o movimento está sendo conduzido.

“Reivindicar é um direito, mas prejudicar as famílias da nossa cidade para barganhar aumento é chantagem. E com chantagista não se negocia”, afirmou.

Possíveis desdobramentos

Com o estado de greve aprovado, a expectativa é de que as negociações entre trabalhadores, sindicato e Afasc avancem nos próximos dias. Caso não haja acordo, a paralisação pode afetar diretamente o funcionamento de creches e serviços sociais vinculados à instituição em Criciúma.

A reportagem segue acompanhando o caso para atualização de novas informações.


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