O cenário de paralisação no serviço público de Florianópolis ganhou um novo desdobramento neste domingo (3). O prefeito Topázio Neto se manifestou publicamente e fez um apelo direto aos servidores municipais para que retornem ao trabalho, destacando os impactos da greve na rotina da cidade.
Durante a fala, o gestor afirmou que a continuidade do movimento “não se justifica”, alegando que a administração já atendeu parte das reivindicações da categoria. Entre os pontos citados estão a reposição salarial com base na inflação, a atualização do vale-alimentação e o compromisso de quitar, em julho, a última parcela do Plano de Cargos e Salários.
Justiça determina fim da greve
A manifestação ocorre após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina declarar a greve ilegal e determinar a retomada dos serviços em até 24 horas. A decisão considera os impactos diretos na população, especialmente nas áreas de saúde e educação, onde há unidades afetadas pela falta de profissionais.
Segundo o prefeito, a manutenção da paralisação é “prejudicial para toda a população” e também impacta servidores que continuam trabalhando.
Prefeitura cita contratações e concurso
Outro ponto destacado por Topázio Neto foi a ampliação do quadro de funcionários. De acordo com ele, “há um volume importante de contratações em andamento”, incluindo concurso público com mais de 40 cargos abertos na Prefeitura.
Impasse nas reivindicações
Apesar dos avanços apontados pelo Executivo, a categoria mantém a greve com base em outras demandas, como:
- Reorganização das carreiras da educação
- Revisão salarial de técnicos de enfermagem
Sobre esses pontos, o prefeito afirmou que algumas mudanças “dependem de estudos técnicos e autorização legislativa”, o que impede implementação imediata.
No caso da enfermagem, ele destacou que os profissionais do município recebem acima do piso nacional. Segundo dados citados, enfermeiros têm salários próximos a R$ 10 mil, enquanto técnicos recebem, no mínimo, cerca de R$ 4,3 mil.
Negociação segue aberta
Mesmo com o impasse, o prefeito afirmou que “a mesa de negociação continua aberta”, mas indicou que o avanço nas conversas depende do retorno das atividades por parte dos servidores.
A decisão judicial também levou em conta o histórico de paralisações recentes e a necessidade de manter serviços essenciais em funcionamento.
Próximos dias serão decisivos
Com a greve mantida, os próximos dias devem ser determinantes para o desfecho do movimento e seus impactos na Capital. A situação segue em acompanhamento e pode ter novos desdobramentos a qualquer momento.
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