As urnas eletrônicas completaram 30 anos nesta semana em meio ao avanço de conteúdos falsos sobre o sistema eleitoral brasileiro. Um levantamento do Projeto Confia revelou que mais de 45% das fake news compartilhadas nas eleições de 2022 e 2024 tinham como alvo o funcionamento das urnas.
Segundo o estudo, mensagens falsas envolvendo supostos atrasos no botão “confirma” e alegações de preenchimento automático dos votos foram algumas das desinformações mais disseminadas.
A pesquisa analisou mais de 3 mil conteúdos publicados durante os últimos ciclos eleitorais. Desses, 716 passaram por análise aprofundada, e 326 continham ataques diretos às urnas eletrônicas.
A coordenadora do Projeto Confia, Helena Salvador, afirmou que o desconhecimento técnico sobre o funcionamento do sistema facilita a propagação das fake news.
“As pessoas só têm contato com a urna a cada dois anos, no dia da eleição. Isso contribui para que informações falsas se espalhem rapidamente”, explicou.
O levantamento também identificou outros focos de desinformação, como ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), teorias de fraude na apuração e falsas informações sobre regras eleitorais.
Confiança nas urnas caiu nos últimos anos
Uma pesquisa Quaest divulgada neste ano mostrou que 53% dos brasileiros dizem confiar nas urnas eletrônicas. Em 2022, levantamento do Datafolha apontava índice de 82%.
Entre os jovens de 16 a 34 anos, a confiança no sistema chega a 57%. Já entre pessoas de 35 a 50 anos, metade afirma não confiar nas urnas eletrônicas.
O estudo do Projeto Confia busca ajudar no combate à desinformação e preparar estratégias para as eleições de 2026.
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