A possibilidade de um novo El Niño forte acendeu o alerta entre cientistas e autoridades climáticas. Segundo a professora da UFSC e especialista em oceanografia Regina Rodrigues, os modelos mais recentes indicam aumento nas chances de um evento intenso nos próximos meses.
A pesquisadora afirma que as previsões da NOAA, agência climática dos Estados Unidos, já apontam maior certeza sobre a formação do fenômeno, que costuma atingir o pico entre novembro e janeiro.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e tem impacto direto no clima global. No Sul do Brasil, o fenômeno costuma aumentar o risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos.
Regina lembra que eventos extremos recentes, como a enchente histórica no Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram em cenários associados ao El Niño e ao bloqueio atmosférico que concentra chuvas em determinadas regiões.
Além do fenômeno natural, a pesquisadora alerta que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana estão tornando os eventos cada vez mais intensos.
“É inédito ter dois eventos fortes em menos de dois anos”, destacou.
A especialista também defende que cidades invistam em prevenção, manutenção da drenagem urbana, identificação de áreas de risco e planos de emergência para minimizar impactos futuros.
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