Uma operação do Ministério Público revelou um esquema milionário de lavagem de dinheiro que utilizava a comercialização de gado inexistente para simular negócios legais. A ação, batizada de Operação Boi Fantasma, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (9) e teve desdobramentos em Santa Catarina.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palhoça e Joinville, em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 100 milhões por meio de propriedades rurais arrendadas, emissão de notas fiscais falsas e Guias de Trânsito Animal (GTAs) sem a existência real de rebanhos.
Monitoramentos realizados pelas autoridades, incluindo o uso de drones, confirmaram que não havia gado nas áreas investigadas, apesar da intensa movimentação documental registrada pelo grupo.
De acordo com o Ministério Público, o esquema era liderado por um traficante que atuava de dentro de um presídio e contava com a participação de familiares e terceiros responsáveis pela movimentação financeira e ocultação de patrimônio. Apenas cinco integrantes do núcleo principal teriam movimentado aproximadamente R$ 24,8 milhões nos últimos dois anos.
Parte dos recursos também teria sido direcionada a plataformas de apostas, utilizadas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A investigação segue sob sigilo e integra uma ação nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).
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