O Conselho Tutelar de Criciúma acolheu sete crianças após uma denúncia apontar que elas viviam em condições consideradas extremamente insalubres, no bairro São Francisco. O caso foi identificado a partir de uma denúncia anônima e de um registro feito pelo Disque 100.
Segundo conselheiros tutelares que atenderam a ocorrência, a equipe encontrou um ambiente com grande quantidade de sujeira, lixo espalhado pela residência e ausência de condições adequadas de higiene e habitação para os menores.
Residência apresentava condições precárias
De acordo com as informações do Conselho Tutelar, o imóvel apresentava diversos problemas estruturais e sanitários.
Entre as situações encontradas estavam:
- Lixo espalhado pelo interior da residência;
- Cozinha em condições precárias de higiene;
- Banheiro sem funcionamento adequado;
- Necessidade de uso de baldes pelas crianças para realizar necessidades fisiológicas;
- Ambiente considerado desorganizado e insalubre.
Os conselheiros informaram que a visita foi realizada após o recebimento das denúncias, seguindo o protocolo adotado pelo órgão para apuração de situações envolvendo crianças e adolescentes.
Crianças tinham entre 3 e 14 anos
As sete crianças acolhidas têm idades entre 3 e 14 anos. Segundo o Conselho Tutelar, são cinco meninos e duas meninas.
Quando a equipe chegou ao local, a mãe não estava na residência. Conforme relato dos conselheiros, os menores estavam sob os cuidados do adolescente de 14 anos, o mais velho do grupo.
Ainda segundo a equipe, as crianças não utilizavam calçados e não estavam vestidas adequadamente para enfrentar as baixas temperaturas registradas na região.
Mãe foi localizada após a ação
A mãe das crianças foi acionada e compareceu ao local durante o atendimento da ocorrência.
Segundo o Conselho Tutelar, após o acolhimento dos menores, ela permaneceu na residência para acompanhar os procedimentos realizados pelas forças de segurança para o registro da ocorrência.
Os conselheiros informaram ainda que, segundo relato das crianças mais velhas, o pai teria deixado a família e estaria morando em Joinville, sem prestar assistência financeira ou afetiva aos filhos.
Caso seguirá sendo acompanhado
O caso será acompanhado pelos órgãos de proteção à infância e adolescência, que deverão avaliar as medidas cabíveis para garantir a segurança, o bem-estar e os direitos das crianças envolvidas.
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