O Avaí Futebol Clube deu um passo importante rumo à criação da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Após mais de três anos de debates sobre o tema, o clube recebeu uma proposta que prevê investimentos superiores a R$ 400 milhões e que será analisada pelo Conselho Deliberativo no próximo dia 30 de junho.
A parceira apresentada é a Kactus Capital, gestora de investimentos com 16 anos de atuação no mercado brasileiro. O grupo também reúne investidores com experiência no futebol nacional e internacional, além da participação do ex-jogador Rodriguinho, que atuará na ligação entre mercado, elenco e gestão esportiva.
Pelo acordo, estão previstos aportes mínimos de R$ 25 milhões por ano nos três primeiros anos para o futebol profissional e infraestrutura. O projeto ainda inclui R$ 20 milhões para as categorias de base ao longo de dez anos, R$ 5 milhões para melhorias na Ressacada e no Centro de Treinamento, além de um empréstimo-ponte imediato de R$ 5 milhões.
Outro ponto central da proposta é a quitação das dívidas do clube. Segundo levantamento apresentado ao Conselho, o passivo do Avaí saltou de R$ 159 milhões em 2023 para R$ 295 milhões atualmente.
O documento também estabelece garantias para preservar a identidade do clube. A propriedade da Ressacada permanecerá com a associação, enquanto símbolos históricos, como escudo, cores, hino e alcunha, não poderão ser alterados pela SAF. Além disso, há previsão para que torcedores possam se tornar investidores e adquirir futuramente uma participação de pelo menos 10% na nova estrutura.
A decisão sobre o futuro do Avaí será tomada pelos conselheiros na reunião marcada para a próxima segunda-feira, dia 30.
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