Como o caso Roberto Jefferson reverbera nas eleições? Comentaristas avaliam

Ataque à tiros do ex-deputado federal a agentes da PF gerou grande repercussão

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A manhã, tarde e noite deste domingo, 23, foram marcadas pelo episódio envolvendo o ataque a tiros de fuzil e granadas do ex-deputado Roberto Jefferson a membros da Polícia Federal (PF) que cumpriam um mandado de prisão. Há menos de uma semana para o segundo turno das eleições, levanta-se um questionamento: como e até que ponto esse caso reverbera nas eleições presidenciais?

No programa Em Dia Com a Cidade desta segunda-feira, os comentaristas Nícola Martins, Gabriela Schelp e Jonathas Roberge avaliaram a influência do episódio envolvendo Roberto Jefferson nas eleições e, também, o significado do caso em si.

Ataque de Roberto Jefferson pode ser o grande fato da última semana?

Roberge acredita que o ataque de Roberto Jefferson pode ser o “grande fato” da última semana das eleições. O administrador acredita que esse episódio terá desdobramentos que deverão se arrastar pelos próximos dias.

“Se ontem o Rob Jeff tivesse morrido, se tornaria praticamente um mártir e colocaria um estopim para o Supremo [STF]. Agora ele tem até sexta para barganhar, com o indulto presidencial que estava sendo negociado, tem até sexta para que saia algo para ele”, comentou.

Nícola acredita que o caso envolvendo o ex-deputado federal pode criar um mal estar para a campanha de Bolsonaro, no entanto, talvez não a ponto de colocar em cheque a questão dos votos. Isso porque, no entendimento do vereador, existem fatos contra e a favor de ambos os candidatos o tempo inteiro.

“O fato político aconteceu, porque vi várias pessoas dizendo que ele fez besteira. Ele está prejudicando neste momento, não era para agir dessa forma. Mas existem fatos dos dois lados, ajudando e prejudicando a todo instante, acho que o processo está muito equilibrado”, ressaltou.

A prisão de Roberto Jefferson e os desdobramentos legais

Schelp destaca a determinação da prisão de Roberto Jefferson, que estava em prisão domiciliar, parte a partir de uma série de infrações por parte do ex-deputado. A decisão surgiu após o pedido de um delegado, o qual foi acatado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que enviou a Polícia Federal para cuidar do caso.

“Ele [Roberto] não poderia receber visitas, a não ser as autorizadas judicialmente. Mas ele recebia e passava orientações aos dirigentes do PTB, conforme áudio juntado no processo. Concedeu entrevista ao canal Jovem Pan News, promoveu, replicou e compartilhou notícias fraudulentas com o intuito de caluniar, difamar e injuriar, que atingem honorabilidade e segurança do STF e de seus ministros, atribuindo ou insinuando a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte”, ressaltou Schelp.

Para além da repercussão política, o caso também levantou debates quanto à questão do armamento – uma vez que uma pessoa, em prisão domiciliar, tinha acesso a um arsenal de armas sem que nada fosse feito sobre o assunto. Da mesma forma, discute-se o possível desvio de função do ministro da Justiça, Anderson Torres, que foi enviado pelo presidente para negociar o entregue.

Confira o debate: 

 

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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