Dois vereadores de Morro da Fumaça se preparam para mudança de partido

PL seria o destino dos parlamentares

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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A janela partidária abre em março e fecha em abril. Então no próximo mês, movimentações estão previstas na região. Parlamentares mudando de partido podem influenciar diretamente na maioria governista nas Câmaras de vereadores. Em Morro da Fumaça, por exemplo, o prefeito atualmente não tem maioria na Câmara, mas tem um vereador do PL que é de situação. E o PL é justamente o partido em que a vereadora Jorgia Guglielmi (do PSDB) e o vereador Ricardo Pacagman (do PP) podem migrar.

Isso significa que, caso eles votem igualmente ao vereador do PL que é de situação, a dinâmica da Casa Legislativa pode mudar. "Sobre a vereadora, ela não é do nosso partido, então não tenho nada a comentar. E sobre o Ricardo, que é vereador do PP, a gente ouve boatos. Convites que foram feitos a ele, então conversamos com ele. Ele disse que houve esses convites e se ele tomar essa decisão, ele primeiro vai comunicar o partido. Então a gente está aguardando. Agora mês que vem abre a janela, então tudo pode acontecer. Mas a gente espera que ele repense, que não saia do partido, mas também não se pode prender ninguém", declara o prefeito de Morro da Fumaça, Noi Coral. 

A vereadora Jorgia Guglielmi (PSDB) foi cautelosa na reposta, ao ser procurada pela reportagem do Portal SCTodoDia, ela respondeu que só irá se pronunciar no final de março para qual partido irá. Ao ser questionada se já está definido que ela sairá do PSDB, ela respondeu que ainda há muita coisa a ser definida. "Muita calma", pontua Jorgia.

Em Morro da Fumaça, prefeito e oposição evitam atritos

No município de Morro da Fumaça são cinco vereadores de oposição e quatro de situação. De situação são três vereadores do PP e um do PL. Na oposição há um vereador do PP, 1 do PSD, uma vereadora do PSDB e dois do MDB. 

"No primeiro mandato nós tínhamos dois vereadores contra sete. E a gente conseguiu aprovar tudo que foi para a Câmara. Acho que o governo, quando faz um bom trabalho, independente de ter cinco ou quatro, a maioria, geralmente não interfere. Caso contrário a população também vai contra. Segundo mandato, a gente teve a maioria no primeiro ano e segundo e terceiro não tivemos. Neste ano também não. Eu tenho sempre que agradecer a Câmara. Há algumas discussões, mas a gente sabe que é normal", declara o prefeito Noi Coral.

Ele acrescenta que independente de ter maioria ou não, está conseguindo trabalhar. Como os principais projetos aprovados, o prefeito cita investimento de R$ 20 milhões entre financiamento, emendas parlamentares e recursos próprios. "Apenas estamos finalizando a documentação, a parte burocrática, para captar R$ 7,6 milhões junto ao Ministério das Cidades. Na verdade, está todo aprovado já. Só depende de a gente finalizar a documentação e, talvez em fevereiro ou março, a gente já licita duas obras", diz Coral. Dentre as obras está a revitalização às margens da toda a ferrovia do centro da cidade, que também será chamado de Parque Linear.

A presidente da Câmara, Jorgia Guglielmi (de oposição) diz que, embora haja maioria na oposição, nunca houve problemas entre Executivo e Legislativo de Morro da Fumaça.

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