Estudo mostra como identificar risco de queda em idosos com 2 perguntas

A pesquisa, publicada na revista European Geriatric Medicine, analisou dados de mais de 7,5 mil pessoas com 60 anos ou mais

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Um estudo brasileiro revelou que incluir apenas duas perguntas simples na avaliação de idosos pode ampliar significativamente a identificação de risco de quedas. A pesquisa, publicada na revista European Geriatric Medicine, analisou dados de mais de 7,5 mil pessoas com 60 anos ou mais.

Além do histórico de quedas, os pesquisadores passaram a considerar se o idoso tem medo de cair e se sente instabilidade ao caminhar. Com isso, a identificação de pessoas em risco intermediário quadruplicou, passando de 7,8% para 34,6%.

Os dados também apontam que cerca de 15% dos idosos brasileiros podem estar em alto risco de quedas — o que representa aproximadamente 3,5 milhões de pessoas, segundo estimativas com base no Censo 2022.

A pesquisa foi conduzida com dados do ELSI-Brasil e contou com participação de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segundo os autores, o método permite não só classificar o risco, mas também orientar ações de prevenção.

Entre as principais recomendações está a inclusão de três perguntas na rotina de atendimento:

  • Se o idoso já sofreu quedas recentes
  • Se tem medo de cair
  • Se sente instabilidade ao caminhar

Dependendo das respostas, as medidas podem variar desde orientações simples até encaminhamento para fisioterapia e acompanhamento especializado.


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