Prefeito afirma que campo anexo ao Estádio do Tubarão é do município

O clube associativo e a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) contestam a cobrança de R$ 21 milhões feita pela União

Prefeito afirma que campo anexo ao Estádio do Tubarão é do município. - Foto: Divulgação
Prefeito afirma que campo anexo ao Estádio do Tubarão é do município. - Foto: Divulgação
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A Prefeitura de Tubarão entrou na disputa sobre a cobrança de R$ 21,1 milhões feita pela União ao Atlético Tubarão. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), o prefeito Estêner Soratto afirmou que o terreno em frente ao Estádio Domingos Silveira Gonzalez, no bairro Oficinas, pertence ao município e anunciou que pretende reunir documentos para auxiliar o clube na contestação do valor.

Prefeitura afirma ter documentos sobre o terreno

A área em discussão abriga dois campos de futebol utilizados para atividades esportivas. Segundo Soratto, o terreno fazia parte de um loteamento criado pela antiga Rede Ferroviária, que teria destinado uma área institucional à Prefeitura.

O prefeito afirma que a transferência ocorreu em 2004 e que o município possui documentos para comprovar a doação. A administração municipal também pretende buscar outros registros no Cartório de Registro de Imóveis para reunir informações que possam contribuir com a defesa do Atlético Tubarão.

A iniciativa ocorre após a Superintendência do Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) notificar o clube para pagar R$ 21.108.000. A cobrança se refere ao período entre agosto de 2025 e agosto de 2026 e tem como justificativa a suposta ocupação irregular de uma área considerada patrimônio federal.

Atlético Tubarão questiona cobrança da União

O clube associativo e a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) contestam a cobrança. Em nota divulgada na semana passada, as partes classificaram o valor como desproporcional e questionaram tanto a propriedade do terreno quanto os procedimentos adotados no processo.

A direção também sustenta que o espaço era utilizado para serviços de limpeza e conservação, permitindo que a população frequentasse os campos para atividades esportivas e de lazer, sem exploração econômica.

Com a entrada da Prefeitura na discussão, o município afirma que pretende fornecer documentos para ajudar o clube a contestar administrativamente e judicialmente o valor exigido pela União.

Escolinhas gratuitas e melhorias para o bairro Oficinas

Além da questão patrimonial, Soratto afirmou que a intenção é permitir que o Atlético Tubarão continue desenvolvendo as atividades realizadas no local, especialmente as escolinhas gratuitas de futebol.

O prefeito também mencionou a possibilidade de implantação de novas estruturas para atender aos moradores do bairro Oficinas, como um campo de futebol e um parquinho para as crianças.

A definição sobre a propriedade da área e sua destinação deverá ser importante para determinar como o espaço poderá continuar sendo utilizado pela comunidade.

Cobrança também afeta o planejamento do futebol profissional

A disputa patrimonial e financeira também tem reflexos no planejamento esportivo do Atlético Tubarão. Em manifestação anterior, o clube informou que o diretor da SAF, Juliano Mendes, decidiu não participar da Copa Santa Catarina deste ano enquanto a situação não estiver regularizada.

Segundo a direção, a resolução do impasse é importante para garantir segurança aos investimentos no projeto esportivo. Entre os objetivos do clube estão o acesso à Série A do Campeonato Catarinense e a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

Na semana passada, em entrevista à Rádio Cidade, Juliano Mendes afirmou que não contava com o apoio dos órgãos públicos municipais. Nesta semana, entretanto, ele e o presidente da associação foram recebidos na Prefeitura de Tubarão. Durante o encontro, os representantes trocaram camisas institucionais com o prefeito.

Próximos passos

A Prefeitura afirma que vai reunir e fornecer documentos para auxiliar o Atlético Tubarão na contestação da cobrança. O clube, por sua vez, informou que está adotando medidas administrativas e jurídicas para tentar cancelar o valor exigido pela União.

Até que a questão seja esclarecida, permanecem em discussão a titularidade do terreno, a validade da cobrança e as condições para a continuidade das atividades esportivas desenvolvidas no local.

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