Ato bolsonarista em SC tem grito de “Teremos guerra”

Manifestações catarinenses seguem ato nacional contra Alexandre de Moraes e Lula, com gritos de “Teremos guerra” e mobilização em pelo menos seis cidades do estado

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Neste domingo (3), manifestantes bolsonaristas tomaram as ruas em diversas cidades de Santa Catarina, participando de atos convocados nacionalmente contra o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula. Em meio à estratégia “Reaja, Brasil”, algumas manifestações empregaram o slogan “Teremos guerra” e reivindicaram anistia a aliados envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.


Os protestos no estado iniciaram por volta das 9 horas em cidades como Içara, no Sul catarinense, onde os apoiadores de Bolsonaro se concentraram em frente à prefeitura, vestidos de verde e amarelo . A mobilização em SC incluiu pelo menos seis municípios que aderiram ao movimento nacional – entre eles Florianópolis, Criciúma, Joinville, Blumenau, Chapecó e Itapema.

Em algumas capitais do país, manifestantes empunharam cartazes com as frases “fora Moraes”, “fora Lula” e gritaram “Teremos guerra”, especialmente após as sanções impostas pelos EUA ao ministro Moraes com base na Lei Magnitsky.

Contexto nacional e catarinense

As manifestações fazem parte de uma mobilização que ocorreu em ao menos 62 cidades brasileiras, coordenadas para pressionar por impeachment de Moraes e anistia para presos dos atos de 8 de janeiro. Bolsonaro, que cumpre restrições impostas pelo STF — incluindo uso de tornozeleira e proibição de sair aos fins de semana — não participou presencialmente dos eventos.

Em Santa Catarina, a adesão ampla em 26 municípios reforça a relevância política do movimento no estado. Ainda assim, relatos indicam que, em algumas localidades, a participação ficou aquém do esperado, o que pode sinalizar desgaste da base mobilizada nas ruas.

Mesa local e desdobramentos políticos

Em SC, enquanto manifestantes ecoaram o discurso radical de confrontação, lideranças regionais tentaram manter a organização dos atos. A presença de mobilizações em Criciúma e Florianópolis coincide com estratégias eleitorais da base bolsonarista regional, embora não haja confirmação de participação de figuras públicas do estado nos eventos.

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