Operação contra bets ilegais mira rede que movimentou R$ 734 milhões

Ação mobiliza 200 policiais em seis estados e prevê bloqueio de bilhões de reais; investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato

Operação contra bets ilegais mira rede que movimentou R$ 734 milhões - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Operação contra bets ilegais mira rede que movimentou R$ 734 milhões - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e de outros cinco estados investiga uma rede de apostas ilegais que teria movimentado cerca de R$ 734 milhões. Batizada de Operação Azzardo, a ação cumpre 52 mandados de busca e apreensão e mobiliza aproximadamente 200 policiais.

As diligências ocorrem no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões, envolvendo 64 pessoas físicas e 120 empresas.

Também foram determinadas medidas como:

  • Suspensão dos registros de 100 empresas e empresários individuais;
  • Proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados por 90 dias;
  • Quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas e empresas investigadas.

Investigação aponta uso de empresas de fachada

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou há cinco meses, após comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Os investigadores identificaram plataformas de apostas esportivas que funcionavam sem autorização federal e eram divulgadas nas redes sociais e em mecanismos de busca.

De acordo com a apuração, os pagamentos feitos pelos apostadores eram direcionados a mais de 100 contas abertas em uma instituição financeira com sede em São Paulo. A movimentação por esse meio teria chegado a aproximadamente R$ 1 bilhão.

A polícia também identificou empresas suspeitas de serem utilizadas como fachada. Entre os exemplos citados estão registros empresariais vinculados a uma padaria e a uma residência.

Os investigados são suspeitos de exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa. As penas previstas para os crimes podem chegar a 33 anos de prisão, conforme as circunstâncias.

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