A Doença de Newcastle mobiliza uma força-tarefa no Oeste de Santa Catarina, com ações de vigilância em 1.680 propriedades rurais no entorno do foco identificado em Nova Itaberaba. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordenam os trabalhos para conter a enfermidade.
Em dois dias, 15 equipes de campo visitaram 46 propriedades com aves de subsistência e vistoriaram estabelecimentos de criação comercial. Também foram coletadas amostras para análise laboratorial.
Granja teve 6,5 mil aves enterradas
A granja de perus onde a doença foi identificada já passou pela retirada das aves. Na quarta-feira (21), foi concluído o enterro de 6.526 aves e insumos, em uma vala preparada conforme as normas técnicas e aprovada pelas autoridades ambientais.
Nesta quinta-feira (22), veterinários da Cidasc acompanham a limpeza e a desinfecção do estabelecimento. A retomada das atividades poderá ocorrer futuramente, após o período de vazio sanitário.
A vigilância abrangerá 166 propriedades em um raio de três quilômetros e outras 1.514 em um raio de dez quilômetros do foco.
Quais são os sinais da doença nas aves?
A Cidasc orienta os criadores a ficarem atentos a sintomas como:
- Crista e barbela inchadas e arroxeadas;
- Coriza e secreção nos olhos;
- Diarreia e torcicolo;
- Falta de apetite e redução no consumo de água e ração;
- Queda na produção de ovos.
Casos suspeitos devem ser comunicados ao escritório local da Cidasc ou pelo sistema e-Sisbravet.
A Doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves domésticas e silvestres. Segundo as orientações sanitárias, o risco para humanos é baixo, e o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos registrados em serviços de inspeção sanitária é seguro.
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