O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) determinou que o Estado apresente mudanças na gestão do Hospital da Polícia Militar Comandante Lara Ribas, em Florianópolis. A Secretaria de Estado da Segurança Pública terá 60 dias para elaborar um plano de ação que reavalie o funcionamento da unidade, após uma fiscalização identificar irregularidades e falhas de transparência.
A decisão da Segunda Câmara do TCE/SC foi publicada no Diário Oficial Eletrônico em 20 de outubro de 2026. A análise apontou problemas no modelo que combina estrutura e recursos públicos com receitas de atendimentos a pacientes particulares e usuários de planos de saúde.
Integração ao SUS está entre as alternativas
O plano deverá ser elaborado em conjunto com a Polícia Militar, a Secretaria de Estado da Saúde e outros órgãos envolvidos. Entre as possibilidades que precisarão ser avaliadas estão:
- Manter o atendimento prioritariamente voltado aos policiais militares e seus dependentes;
- Integrar o hospital ao Sistema Único de Saúde (SUS);
- Adotar um modelo misto, atendendo militares e apoiando a rede pública;
- Transferir total ou parcialmente a gestão para a Secretaria de Estado da Saúde.
O Tribunal também exige medidas para ampliar a transparência sobre contratos, serviços prestados, receitas e aplicação de recursos públicos.
Estado terá até 12 meses para executar medidas
Depois de apresentado, o plano será analisado pelo TCE/SC. Caso as medidas sejam aprovadas, a Secretaria de Segurança Pública terá até 12 meses para implementá-las, com acompanhamento da área técnica do Tribunal.
Embora tenha confirmado irregularidades e a necessidade de ajustes, o TCE/SC não aplicou sanções aos responsáveis. Segundo o relator, não foram identificados elementos que caracterizassem dolo, má-fé, fraude ou erro grosseiro.
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