O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto do balão de ar quente que caiu em Praia Grande, no Extremo-Sul catarinense, em junho de 2025. O acidente deixou oito pessoas mortas e outras três feridas. A denúncia por homicídio culposo e lesão corporal culposa foi protocolada nesta segunda-feira (26) na Vara Única da comarca de Santa Rosa do Sul.
Segundo o promotor de Justiça Ricardo Figueiredo Coelho Leal, a análise de laudos periciais, depoimentos de mais de 20 pessoas e diligências complementares apontou possíveis condutas de negligência e imprudência do piloto, que também era sócio-administrador da empresa contratada pelas vítimas.
O que aponta a investigação?
Conforme a denúncia, o piloto teria mantido no cesto um maçarico diferente do equipamento auxiliar fornecido pelo fabricante, sem verificar adequadamente o fechamento da válvula de gás. A investigação aponta que a ignição do gás teria iniciado o incêndio, que se espalhou pelo cesto.
O Ministério Público também sustenta que o piloto teria demorado a iniciar o pouso forçado e, após o balão tocar o solo, abandonado o equipamento e soltado a fita de controle. Com isso, o balão teria voltado a subir de forma desgovernada, ainda em chamas.
A denúncia ainda aponta que os passageiros não teriam recebido informações claras sobre os riscos da atividade. O MPSC pede também a condenação do piloto ao pagamento de indenizações por danos morais às vítimas sobreviventes e aos familiares das pessoas que morreram.
Justiça vai analisar a denúncia
O MPSC se manifestou contra a possibilidade de acordo de não persecução penal, argumentando que a dimensão das consequências torna a medida inadequada. A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Se for recebida, o piloto passará à condição de réu.
Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.


