Famílias que passam dias sem gás por não ter o valor suficiente para comprar o botijão. Revendas que buscam alternativas para continuar de portas abertas e manter os funcionários trabalhando. Essa é a situação depois que o GLP sofreu um aumento nos preços, depois de 152 dias sem reajuste. Em Tubarão, a média está chegando nos R$ 120, com um acréscimo quando o produto é entregue em casa.
A posição da ARGÁS (Associação dos Revendedores de Gás de Santa Catarina) é de extrema preocupação, como detalha o secretário-executivo, Mauro Goedert. "A instabilidade de preço não é boa para nenhum segmento, ainda mais para o gás de cozinha ou gás industrial. Por isso, nossa preocupação, também, com as donas de casa, porque isso representa um aumento nas despesas dentro do orçamento. Hoje, sabemos que a situação não anda lá das melhores. A Associação sempre esteve preocupada nesse sentido com os sucessivos aumentos. Agora, tivemos um de maior percentual", lamenta.
Quando se fala em revenda de gás, Goedert explica dois aspectos precisam ser levados em conta. "Primeiro, o produto, que recebeu os 16%. Em segundo, a distribuição do GLP é realizada mediante o transporte rodoviário e nós tivemos agora, pela Petrobras, dois reajustes. Um no diesel (24%) e outro na gasolina (18%)", acrescenta.
Bruno Buss é um dos revendedores da Cidade Azul que sofre os impactos desse reajuste. Segundo ele, sempre que aumenta o valor, o consumo diminui. Além disso, o custo de entrega está muito alto, justamente pelo motivo que Mauro pontuou: o aumento, também, dos combustíveis. "Tem muitos casos em que a família diz que está a cinco-seis dias sem gás, por não ter dinheiro para comprar. O valor está alto demais. É complicado, porque a pessoa está perdendo o poder de compra. As vendas estão caindo por causa disso", admite.
As revendas, segundo Bruno, não conseguem repassar a porcentagem do aumento do gás de cozinha. A expectativa é que esses valores não sofram outros reajustes. Uma das solicitações da ARGÁS é para que o governo diminuísse, pelo menos, o ICMS. O pedido, porém, não foi atendido.
Fonte: Rádio Cidade Tubarão
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