O registro de casos de influenza aviária em países vizinhos, como Argentina e Uruguai, colocou Santa Catarina em estado de alerta máximo para tal. Ainda não há a confirmação de nenhum caso do vírus no Brasil, mas a proximidade com a gripe tem preocupado autoridades e avicultores do estado.
A influenza aviária é uma doença de grande potencial de transmissão entre aves e outros animais. Somente nos Estados Unidos, mais de 60 milhões de aves precisaram ser sacrificadas para conter o avanço do vírus.
Registros da doença em diversos países têm impactado, inclusive, no preço de mercadorias no Brasil. É o caso do ovo, que está sendo exportado em maior quantidade para suprir as necessidades do mercado estrangeiro.
Segundo o coordenador regional de Defesa Sanitária Animal da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), José Henrique de Oliveira, o estado catarinense possui restrições consolidadas para prevenir esse tipo de doença. No entanto, isso não extingue o risco de contaminação pelas mais diversas causas.
“Estamos com esse alerta ligado tanto com produtores de subsistência, avicultura comercial e empresas integradas, como órgãos ambientais também, porque essa doença atinge aves silvestres. Na migração dessas aves, e agora com o fim do verão elas tendem a retornar ao Hemisfério Norte, elas podem passar por aqui. Temos sítios de pouso em nossa região, como na Foz do Rio Araranguá. Então tem possibilidade de alguma ave doente deixar vírus por aqui e contaminar populações”, declarou.
Santa Catarina e outros estados brasileiros já suspenderam eventos envolvendo aves justamente para evitar a aglomeração desses animais e, consequentemente, uma possível contaminação em massa.
Um eventual registro de influenza aviária em Santa Catarina poderia resultar em um grande problema não apenas para os avicultores e empresas ligadas à avicultura como, também, à economia do estado como um todo.
“SC tem acordos comerciais com diversos países, e um dos requisitos é a questão de controle e ausência da Influenza Aviária. Qualquer tipo de positividade, principalmente na cadeira comercial, atingiria esses acordes, impactando fortemente nossa economia. Em torno de 30% do PIB [Produto Interno Bruto] é do agronegócio, e dentro desses 30% a avicultura é uma fatia bem considerável”, afirmou.
Fonte: Rádio Cidade em Dia
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