A pandemia iniciada em 2020 e a guerra entre Rússia e Ucrânia foram dois duros golpes na atividade econômica mundial, provocando aumento nos preços de diversos produtos, fechamento de empresas, aumento na pobreza e no custo de vida em geral. O Brasil também foi fortemente atingido por esses dois baques econômicos, sobretudo as micro e pequenas empresas. Contudo, com a melhoria nos indicadores macroeconômicos nos últimos meses, a expectativa de crescimento para os pequenos negócios é boa. O diretor estadual de Inovação da Fampesc, Luiz Henrique Dal Molin, comenta sobre o tema.
"Com relação ao cenário macroeconômico para o Brasil, tivemos uma expectativa de melhora no PIB, que era de 2% e foi para 2,5%, uma melhora significativa. A inflação também está caindo, depois de um pico de alta no mês de abril, chegou a 12% e agora, estamos com uma inflação de 10%, com a expectativa de 7,2% do mercado. Então, vemos que as empresas de pequeno porte têm um cenário positivo para atuarem".
Luiz comenta que o aumento da inflação no início do ano, impulsionado pela alta do combustível e também o aumento da Selic, prejudicaram as micro e pequenas empresas, que precisaram pensar em uma estratégia para contornar a situação.
"Para quem foi adquirir estoques, percebeu que nesse período houve aumentos gerados por esses fatores. Isso ocasionou para as pequenas empresas essa necessidade de lidar com a situação, repondo os estoques apenas dentro da necessidade, evitando buscar dinheiro dentro do mercado ou tentar trocar uma dívida maior por dívidas menores. Também buscaram não ter tanta inadimplência, com um ciclo financeiro mais rápido. Foram essas ações que as pequenas empresas acabaram fazendo".
Dal Molin comenta que no município de Tubarão, houve um saldo considerável de 1163 empresas criadas. Ele destaca que o empreendedor está enxergando oportunidades de mercado, enxergando que o Brasil possa estar melhorando, dentro do contexto passado.
"A gente tá vendo que essa possibilidade de melhora é bastante significativa. A agricultura do Brasil, no mês passado, vendeu US$14 bilhões, portanto, há aí uma alavancagem nos minérios e no agronegócio muito forte, o que acaba mantendo o cenário macroeconômico mais estabilizado".
O diretor estadual de Inovação da Fampesc declara que os bons resultados do agronegócio são repassados para o micro e pequeno empreendedor, que acaba enxergando boas oportunidades de negócio.
Fonte: Rádio Cidade Tubarão
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