Com o retorno das aulas, é hora de sair de casa para comprar os materiais escolares. Mas, o preço é uma questão importante e que o consumidor deve ficar atento na hora de escolher o que será adquirido. Pensando nisso, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Criciúma traz algumas dicas que são essenciais na hora da compra.
Para aqueles que querem realmente economizar na hora de comprar os materiais, a primeira dica, e mais importante, é pesquisar antes de sair de casa. "A primeira dica é que os pais façam uma pesquisa de preço antes de sair de casa. Com a internet e telefone fica mais fácil saber os valores antes de ir a uma loja. Verificar a lista e ver o que realmente precisa comprar, fazendo orçamento antes, economiza bastante", explica o diretor do Procon de Criciúma, Gustavo Colle.
A segunda dica do Procon é que os pais não levem as crianças, ou adolescentes, na loja para comprar os materiais. "Eles vão querer comprar algo que chame a atenção deles e o valor agregado de uma marca pode sair mais caro de um outro produto que não tem a mesma marca de porte tão grande. Uma criança vai comprar um caderno, ela vai escolher de um super-herói, que tem a mesma utilidade de um outro sem a marca agregada, que vai fazer com que o produto fique mais caro. Um lápis ou uma borracha também, se você for colocar tudo na ponta do lápis, vai sair mais caro no valor final", ressalta.
O Procon também alerta para que os pais fiquem atentos aos itens que são solicitados nas listas enviadas pelas escolas. Segundo Colle, alguns itens não devem ser fornecidos pelos alunos, como materiais de uso coletivo, por exemplo.
Uma situação importante é ver o que a escola pode ou não pedir de material escolar. Os pais têm que ficar atentos ao que é material de uso coletivo. O que não for, ele não é obrigado a fazer a compra para a escola. O que são materiais e uso coletivo? São copos plásticos, sabão, sabonete, papel toalha, o que todos vão usar, inclusive a caneta que o professor usa na sala", explica.
Como os materiais escolares que são entregues às escolas no início do período letivo são usados durante todo o ano, os pais também podem optar por comprar durante o período escolar. "A instituição de ensino não pode cobrar do pai todo o material de uma vez, pois como ele é usado durante o ano, pode comprar gradativamente. Também as escolas não podem solicitar durante o ano uma lista extra que ultrapasse 30% da original. Nem pedir uma marca ou indicar onde comprar o material", enaltece.
De acordo com Colle, o Procon de Criciúma sempre orienta os lojistas no início do ano, antes mesmo do início do período de compra dos materiais escolares. A intenção é evitar multas ou que as lojas façam alguma ação errada. Com isso, o Procon de Criciúma não recebeu nenhuma reclamação referente a lista de materiais escolares neste ano.
"Não registramos nenhuma ocorrência com relação a abusividade dos preços de material, diferente do que aconteceu no ano passado e anos anteriores. Acredito que isso tem por conta das nossas orientações que fizemos todos os anos, informando aos lojistas como fazer a precificação correta, no sentido orientativo, sem ser agressivo ou colocar medo, mas sim orientando da forma correta", frisa.
Fonte: Procon de Criciúma
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