Santa Catarina deu um passo estratégico para fortalecer a exportação de maçãs ao permitir que a certificação fitossanitária seja feita diretamente nos polos produtores do estado. A medida está em vigor na safra 2025/2026 e deve impulsionar a competitividade do setor, com projeção de cerca de 20 mil toneladas exportadas.
Agora, produtores podem certificar a fruta em municípios como São Joaquim e Fraiburgo, com auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e seguir diretamente para embarque pelos portos catarinenses, como o de Imbituba. A mudança elimina etapas logísticas que antes encareciam e atrasavam o processo.
O que muda na prática
A nova dinâmica traz ganhos imediatos para produtores e exportadores. Entre os principais impactos estão:
- Redução de custos com transporte e armazenagem
- Eliminação da necessidade de deslocamento até outros estados
- Diminuição do tempo de espera em portos
- Aumento da vida útil da fruta, que é perecível
Antes, a certificação exigia o envio das maçãs para Vacaria (RS) ou a espera no porto de Itajaí, o que gerava despesas extras e atrasos na liberação das cargas.
Mais competitividade no mercado internacional
Com a descentralização da certificação, Santa Catarina amplia sua vantagem no mercado externo. A logística mais eficiente garante que a fruta chegue ao destino com melhor qualidade e maior tempo de prateleira.
Na prática, o setor estima um ganho de até 15 dias na vida útil comercial das maçãs exportadas. Isso pode representar maior valor agregado e melhores condições de negociação com compradores internacionais.
Produção em alta nesta safra
A safra 2025/2026 também é marcada por condições climáticas favoráveis e aumento na produção. A expectativa é de:
- Mais de 265 mil toneladas de maçã gala
- Cerca de 234 mil toneladas da variedade fuji
Santa Catarina segue como o maior produtor nacional, responsável por mais da metade da produção brasileira, que ultrapassa 1 milhão de toneladas por ano.
Sanidade garante acesso aos mercados
A certificação fitossanitária é uma exigência dos países importadores e garante que a fruta esteja livre de pragas. O estado tem histórico positivo nesse quesito, com ações rigorosas de controle e erradicação conduzidas pela Cidasc.
Entre os destaques estão:
- Erradicação da praga Cydia pomonella (traça da maçã)
- Controle do cancro europeu das pomáceas
- Monitoramento constante e fiscalização de cargas
Essas medidas são determinantes para manter a reputação da maçã catarinense no mercado internacional.
Exportação ganha ainda mais importância
O consumo interno de maçã no Brasil gira em torno de 750 mil toneladas por ano. Em safras mais volumosas, como a atual, a exportação se torna essencial para equilibrar preços e evitar excesso de oferta no mercado doméstico.
Apesar das boas perspectivas, fatores externos, como conflitos internacionais, ainda podem impactar o volume de exportações.
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