Membros do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal em Orleans (Sintramor) estão reclamando de uma possível queda no reajuste salarial dos professores. De acordo com os docentes, a categoria havia recebido um reajuste de 19,36% no fim do ano passado. No entanto, agora, a administração municipal pretende corrigir a porcentagem para 10%.
Janes de Lorenzi, presidente do Sintramor, alega que os professores já estavam recebendo apenas 10% do reajuste salarial – mesmo quando se havia prometido os 19,36%. A categoria, então, teria confrontado o prefeito de Orleans, Jorge Koch (MDB), sobre o assunto.
“Ele disse ‘o que eu estou devendo, vou pagar’, falou o prefeito”, disse Janes. “Na segunda-feira, no entanto, ele mandou uma lei para a Câmara para arrumar a lei que tinha feito dando 19,36%, querendo que agora os vereadores votem para tirar os 9,36% e deixe valendo apenas os 10% de aumento para os professores”, completou.
De acordo com o documento enviado à Câmara pelo Executivo, o projeto em questão busca “corrigir” as porcentagens. No PL aprovado no ano passado, constava que receberiam o reajuste de 19,36% os “professores com Habilitação em Magistério e Licenciatura Plena Nível 1” e “professores com Pós-Graduação/Especialização Nível 5”, enquanto os “Auxiliares de Ensino de Educação infantil Nível I” receberiam 10%.
O projeto enviado agora à Câmara, no entanto, propõe que o reajuste de 19,36% seja dado apenas aos “professores com Habilitação em Magistério e Licenciatura Plena Nível 1 e Referência A”, assim como aos “professores com Pós-Graduação/Especialização Nível 5 e Referência A”. Já os demais, em referências B, C, D e E receberiam os 10%.
“Imaginem a indignação que os professores estão sentindo nesse momento, o que a maioria das pessoas estão sentindo aqui. Fazem as coisas e depois querem voltar atrás. A bomba sempre estoura no lombo do servidor”, declarou a presidente do Sintramor.
Janes acredita que a Câmara de Vereadores irá aprovar a correção. No entanto, destaca que, se aprovado o novo reajuste, o Sindicato irá mover uma ação judicial para tentar reverter o resultado.
Fonte: Rádio Cidade em Dia
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